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Advogada de Rosa Grilo acredita que "Supremo mandará repetir julgamento"

Perante o volte-face desta terça-feira, em que a Relação condenou António Joaquim pelo homicídio de Luís Grilo, Tânia Reis garante que vai apresentar um recurso à pena da sua cliente.

Advogada de Rosa Grilo acredita que "Supremo mandará repetir julgamento"

Esta terça-feira o caso do homicídio do triatleta Luís Grilo sofreu um volte-face. António Joaquim, alegado amante de Rosa Grilo, foi condenado ao 25 anos de prisão, pelo Tribunal da Relação de Lisboa, ao contrário do que tinha acontecido em março, no Tribunal de Loures, onde tinha sido ilibado do crime.

No mesmo acórdão, os juízes da Relação consideraram "improcedente o recurso interlocutório" apresentado pela arguida Rosa Grilo, confirmando a decisão de primeira instância do Tribunal de Loures, que a condenou a 25 anos de prisão pelo homicídio do marido.

Perante esta decisão, Tânia Reis, advogada da arguida, em declarações à TVI24, afirmou que vai recorrer da sentença da sua cliente para o Supremo Tribunal de Justiça.

"Iremos com certeza apresentar recurso. Do que já analisámos, assim muito por alto, foi dado provimento parcialmente ao recurso apresentado pelo Ministério Público, que veio a condenar aqui António Joaquim também a 25 anos de prisão, basicamente com os mesmos fundamentos que nós também evocamos no recurso da decisão final", afirmou.

nia Reis sublinhou que o recurso interlocutório apresentado pela sua cliente se baseava também, tal como o do Ministério Público (MP), na alteração da matéria da acusação.

"Ainda há muito caminho. Ainda estamos no primeiro recurso. Nós temos o Supremo, temos o Constitucional, ainda temos oportunidade de chegar ao Tribunal Europeu. Mas estou certa de que agora o Supremo mandará repetir o julgamento. Para mim, o mais justo teria sido, sem dúvida nenhuma, a renovação da instância, que foi também aquilo que nós requeremos, mas, infelizmente, não nos foi dado provimento", explicou, relembrando que, "ficou provado" que Rosa Grilo não tem conhecimento de armas.

"Ficamos muito surpreendidos com esta decisão agora porque dá provimento parcialmente ao recurso do MP ao qual, curiosamente, praticamente nos colamos nesta parte, que é a alteração não substancial dos factos, ou seja, que não deveria ter sido feita até porque a prova foi no sentido contrário. A dona Rosa Grilo não sabe disparar, não sabe escolher uma munição e [ficou provado] que não sabe se quer pegar numa arma. Isso ficou provado na reconstituição que foi feita", reiterou.

Leia Também: Homicídio de triatleta. Amante de Rosa Grilo volta para a prisão

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