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Rui Pinto não é denunciante, é "pirata": Pôs em causa "uma profissão"

Advogado diz que alegados crimes de Rui Pinto contra advogados da PLMJ "põem em causa uma profissão".

Rui Pinto não é denunciante, é "pirata": Pôs em causa "uma profissão"
Notícias ao Minuto

10:42 - 04/09/20 por Notícias Ao Minuto

País Rui Pinto

Começa hoje o julgamento de Rui Pinto, criador da plataforma eletrónica Football Leaks, através da qual divulgou milhares de documentos confidenciais do mundo do futebol e alegados esquemas de evasão fiscal cometidos em diversos países.

Entre os 90 crimes de que o hacker, de 31 anos, está acusado, 68 são crimes de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, sendo que começará a responder no Tribunal Central Criminal de Lisboa ainda pelos crimes de sabotagem informática à SAD do Sporting e tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.

Tiago Rodrigues Bastos, que representa os advogados lesados da  PLMJ, já chegou ao Campus da Justiça. Aos jornalistas no local, o advogado começou por sublinhar que Rui Pinto não pode ser considerado um denunciante, mas sim um "pirata informático", pois colocou em causa "uma profissão".

"Esta é uma tentativa de extorsão que não tem nada de serviço público, seguramente. No que respeita aos meus constituintes, a lesão é uma lesão deles enquanto profissionais e também para toda a advocacia. O que está aqui em causa é, de facto, muito grave na subsistência de toda a profissão, pois o sigilo profissional é a 'alma mater' da advocacia e quando isso é colocado em causa ou quando se pretende justificar essa violação com determinados interesses, a democracia está perdida", atirou o advogado.

"É bom que tenhamos em vista que o que está aqui é muito grave do ponto de vista do funcionamento da própria democracia, não é uma mera intromissão numa qualquer caixa de correio, o que já de si seria gravíssimo. O que está aqui em causa é também uma devassa, um assalto que põe em causa uma profissão", reiterou.

Já questionado sobre a libertação do arguido, no dia 7 de agosto, Tiago Rodrigues Bastos sublinhou que esta libertação aconteceu "de acordo com as regras da ordem de processo" e revelou que nunca foi "partidário, nem apologista que as pessoas devem estar presas antes de serem condenadas".

Sobre as 45 testemunhas de Rui Pinto, entre as quais o ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho, o treinador do Benfica, Jorge Jesus, a ex-eurodeputada Ana Gomes, Edward Snowden e até o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, o advogado atirou: "A Justiça faz-se com juízes não se faz com diretores da PJ".

Antes de entrar em tribunal, Tiago Rodrigues Bastos criticou a ampla cobertura deste julgamento e o facto de ter sido noticiado que há Secretas entre os seguranças que estão a proteger o arguido. "Os senhores conhecem alguém que queira fazer mal ao Rui Pinto? Eu não conheço, mas também não tenho de conhecer tudo", apontou.

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