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Surtos no Alentejo. Encaminhamento para Évora “põe em perigo” população

Sindicato Independente dos Médicos (SIM) apela a que a realização dos testes seja feita em cada uma das localidades afetadas por surtos e não em Évora.

Surtos no Alentejo. Encaminhamento para Évora “põe em perigo” população

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) revelou, esta segunda-feira, que teve conhecimento que as autoridades de saúde pública estariam “a obrigar a população de Montemor e de Mora a recorrer ao ADC de Évora, para onde habitualmente os médicos de família referenciam os doentes locais com suspeita de Covid-19”.

Num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, o SIM adianta que, entretanto, em Mora, esta situação foi resolvida com a realização de testes na localidade, mas que continua a acontecer em Montemor.

Essa atitude não só põe em perigo a população da região como desafia a capacidade de trabalho da equipa local (constituída apenas por um médico, um enfermeiro e um administrativo), que em apenas quatro horas será obrigada a observar um grande número de doentes suspeitos de infeção por SARS-CoV-2”, lê-se na nota.

Perante isso, o SIM apela a que, sempre que ocorra um surto o procedimento seja igual ao que, neste momento, foi adotado em Mora, ou seja, com a realização de testes na localidade.

Pelo exposto e perante o surto em Montemor, o SIM apela para a realização dos testes na localidade, recorrendo aos meios locais em articulação com os laboratórios capacitados para o efeito”, salientou o SIM.

Na conferência de imprensa desta segunda-feira, a diretora-geral de Saúde disse estar em investigação, em Montemor-o-Novo, um segundo foco do surto de covid-19 iniciado em Mora, distrito de Évora, onde se registam 40 infeções e "mais de 300 pessoas potencialmente envolvidas".

"Relacionado com Mora, há um outro caso em Montemor-o-Novo - Ciborro. Foram feitos 225 testes e há 24 casos confirmados neste segundo foco possivelmente relacionado com o primeiro. Digo possivelmente porque ainda está em investigação. Não temos a certeza absoluta mas pode haver alguma ligação", afirmou Graça Freitas.

Quanto à vila de Mora, a diretora-geral de Saúde referiu a existência de "mais de 300 pessoas potencialmente envolvidas", a "maior parte já testadas" e o registo de 40 casos confirmados, ainda sem identificação da origem ou das cadeias de transmissão.

"Quer a origem quer as cadeias de transmissão deste surto [em Mora] estão ainda em investigação", frisou Graça Freitas, referindo que "não são apenas os casos iniciais que interessam". "Interessam também os casos secundários, terciários e quaternários", disse, questionada pelos jornalistas sobre declarações do autarca da vila alentejana sobre o facto de estar em causa um "caso de polícia".

Graça Freitas referiu-se a este caso como "um surto complexo, já com 40 casos identificados", que está "em investigação pelas autoridades de saúde", sendo "precoce estar a fazer afirmações sobre a origem e cadeias subsequentes".

Como surgiu o surto em Mora

O número de pessoas infetadas com covid-19 na vila de Mora, no distrito de Évora, subiu no domingo para 39, depois de o surto ter sido detetado há uma semana com três casos, indicou o presidente do município.

Citando dados das autoridades de saúde pública regionais, Luís Simão adiantou no domingo à agência Lusa que três das pessoas infetadas continuam internadas no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), uma delas na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

Luís Simão disse que vão ser testados todos os funcionários do município e que vai solicitar também a realização de testes por partes dos efetivos do posto da GNR e dos bombeiros voluntários.

Este surto surgiu há uma semana, no dia 9, quando foram confirmados os primeiros três casos positivos na comunidade, número que foi subindo, todos os dias, à medida que foram sendo testados os contactos de pessoas infetadas.

A câmara ativou o Plano Municipal de Emergência para lidar com este surto e fechou, no início da semana passada, os serviços de atendimento ao público e outros equipamentos, como a Oficina da Criança, a Casa da Cultura, o Centro de Atividades de Tempos Livres e instalações desportivas.

Ao longo da última semana, segundo o relato do autarca local, foram fechando cafés, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, com a população confinada em casa, por precaução.

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