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Marcadas manifestações contra ameaças racistas em Lisboa e no Porto

Os encontros têm como objetivo combater o racismo e o fascismo, assim como demonstrar que "jogos de intimidação" não demoverão quem defende "uma sociedade livre de opressões, totalitarismos, racismo e de discriminações".

Marcadas manifestações contra ameaças racistas em Lisboa e no Porto

A Frente Unitária Antifascista anunciou, durante a noite desta quinta-feira, que vai organizar no próximo domingo, dia 16 de agosto, duas manifestações - uma  Lisboa e outra no Porto -, face "às ameaças e chantagens por parte de organizações de extrema-direita neonazis", que recaíram sobre sete activistas antifascistas e anti-racistas e três deputadas do Parlamento. 

Ambas as concentrações estão marcada para as 15h00, sendo que na capital o encontro irá decorrer no Largo Camões e no Norte na Avenida dos Aliados

Convocando "todos os colectivos, associações, organizações, movimentos partidários, ativistas e cidadãos independentes" para participarem nas concentrações, o grupo apelou para que "todas as pessoas se posicionem contra estes discursos xenófobos, racistas e tentativas de intimidação" e que se juntem ao movimento, para "deixar claro" que o "fascismo não passará".

"Este tipo de mensagens, demonstrações e ameaças, enviadas pela organização neofascista NOA-RN e seus militantes, fazem parte de uma estratégia clara de intimidação de dirigentes antifascistas, anti-racistas, sindicais e de partidos de esquerda", é argumentado, num comunicado enviado às redações

Com estas manifestações, a Frente Unitária Antifascista quer ainda demonstrar que "jogos de intimidação" não demoverão quem combate o racismo e o fascismo no país. "Não temos medo, porque lutamos pelo que acreditamos: uma sociedade livre de opressões, totalitarismos, racismo e de discriminações. A liberdade, a diversidade e a democracia não estão abertas a discussão, e o fascismo é o inimigo que temos em comum, e deve ser combatido de forma unitária e assertiva".

Dez cidadãos portugueses foram ameaçados, na passada terça-feira, por um grupo da extrema-direita. Os alvos foram três deputadas da Assembleia da República - Beatriz Dias e Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, e a parlamentar não inscrita (ex-Livre) Joacine Katar Moreira - e sete ativistas, incluindo o dirigente da SOS Racismo, Mamadou Ba. 

Em causa, está um email enviado aos visados que estipula o prazo de 48 horas para estas abandonarem o país e os cargos que desempenham. Caso não cumprissem o exigido, passariam a correr risco de vida, a par dos seus familiares.

A mensagem foi enviada a partir de um endereço criado num site de e-mails temporários e é assinada por 'Nova Ordem de Avis - Resistência Nacional', a mesma designação de um grupo que reclamou, no Facebook, ter realizado, de cara tapada e tochas, uma "vigília em honra das forças de segurança" em frente às instalações da SOS Racismo, em Lisboa.

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