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App MBWay "é "bastante segura" e tem mecanismos para "detetar a fraude"

Ação da PSP visou "não só atingir os responsáveis pelas burlas propriamente ditas, mas todos aqueles que, de forma direta ou indireta, enquanto destinatários dos dividendos subtraídos indevidamente através da aplicação MBWay das contas bancárias dos visados", mas também aqueles que "de forma colateral, depois aproveitavam desses mesmos gangs", explicou a PSP em conferência de imprensa.

App MBWay "é "bastante segura" e tem mecanismos para "detetar a fraude"

A Polícia de Segurança Pública (PSP) prestou, esta sexta-feira à tarde, mais esclarecimentos acerca da 'Operação Momo', que constituiu hoje 11 arguidos e apreendeu telemóveis, computadores, documentação bancária e faturas nas 51 buscas realizadas numa ação de combate ao crime com recurso à aplicação MB Way, que provocou mais de dois milhões de euros de prejuízos

Em declarações aos jornalistas, porta-voz da PSP, Carlos Lourenço, explicou que algumas destas situações "remontam já ao ano de 2019", onde foi "constituído um fenómeno com uma grande repercussão quer do registo de ocorrências em todo o território nacional, quer dos montantes implicados com a prática criminosa"

Esta ação visou "não só atingir os responsáveis pelas burlas propriamente ditas, mas todos aqueles que, de forma direta ou indireta, enquanto destinatários dos dividendos subtraídos indevidamente através da aplicação MBWay das contas bancárias dos visados", mas também aqueles que "de forma colateral, depois aproveitavam desses mesmos gangs".

Questionado sobre a forma como as burlas decorriam, o porta-voz destacou que estas se davam "de forma transversal através da aplicação MBWay". Os visados são "essencialmente pessoas que não usam a aplicação", uma vez que esta é "bastante segura" e que "está dotada de uma série de mecanismos que, com uma relativa facilidade permitem detetar a fraude"

Os lesados são assim, essencialmente, "pessoas idosas ou menos avisadas para o uso destas tecnologias" que colocavam anúncios online para vendas de produtos e que "os suspeitos, através de um contacto telefónico, convenciam os lesados a acionar as suas contas através da plataforma MBWay" passando "a ter acesso aos movimentos e a poder movimentar de forma imediata todos esses montantes bancários que estavam disponíveis nas contas"

Já os suspeitos têm "idades diversas", explicou Carlos Lourenço, havendo alguns com "idades bastante jovens" e outros "já com alguma idade". Atuavam a partir de vários locais do país, sendo que "dos seis grupos que foram visados na operação, cinco deles [estavam] no distrito de Portalegre e um deles no distrito de Santarém"

"Se olharmos ao fenómeno na sua globalidade, temos calculado prejuízos aos lesados em valor que ascende a mais de 2 milhões de 300 mil euros de dinheiro que foram transferidos das contas através deste esquema ardiloso", revelou o responsável. 

Além das burlas MBWay, "havia outros modos operandi usados por estes suspeitos que iam partilhando entre eles para cometer burlas através de contactos telefónicos com cidadãos que acabam por aceder às suas solicitações". 

Esta foi uma das ações ligada à desencadeada, em 5 de junho, numa operação no Estabelecimento Prisional de Vale Judeus, onde foram realizadas cinco buscas e apreendida diversa prova. 

O inquérito está a cargo do Departamento de Investigação Criminal da PSP e é dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

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