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Aulas em casa? 90% dos pais, alunos e docentes de colégios satisfeitos

Os colégios adaptaram-se rapidamente ao ensino à distância durante a suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia, com a maioria dos alunos, pais e professores a aplaudir o trabalho realizado, segundo um inquérito da associação que representa estas escolas.

Aulas em casa? 90% dos pais, alunos e docentes de colégios satisfeitos
Notícias ao Minuto

12:25 - 07/08/20 por Lusa

País Covid-19

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) realizou um inquérito ao qual responderam 175 escolas de todo o país, que são frequentadas por cerca de 90 mil alunos e contam com seis mil professores desde o ensino pré-escolar até ao secundário, de acordo com dados avançados pelo diretor executivo da AEEP, Rodrigo Queiroz e Melo.

O representante da AEEP reconheceu que este inquérito não revela "indicadores relativos às aprendizagens" mas apresenta "uma noção muito aproximada da satisfação que as escolas atribuíram a alunos, pais e professores relativamente ao ensino à distância".

Segundo o documento a que a Lusa teve acesso, todos os colégios, desde o 1.º ciclo até ao secundário, recorreram a aulas virtuais como método de ensino e mais de 90% dos pais, alunos e professores aplaudiram a forma como se conseguiu fazer a transição das aulas presenciais para o ensino à distância.

"Excluindo o pré-escolar, todos os demais níveis de ensino demonstraram uma plena utilização de sistemas de videochamada para a lecionação dos conteúdos letivos e uma vasta maioria recorreu a plataformas virtuais para a docência, como método ou complemento das aulas à distância", explicou Rodrigo Queiroz e Melo.

No ensino básico e secundário, 100% dos colégios tiveram aulas virtuais, enquanto no pré-escolar foram 77,1% os estabelecimentos que recorreram a aulas virtuais para o desenvolvimento de atividades com as crianças.

Se as aulas virtuais através de videochamada foram o meio mais utilizado para as atividades letivas, os professores também enviaram fichas de atividades por e-mail aos seus alunos e, em alguns casos, fizeram acompanhamento telefónico.

Também houve uma elevada utilização de recursos educativos online e interativos, com 76,6% das escolas a responderem que utilizaram plataformas de conteúdos, sendo normal usarem mais do que uma plataforma para trabalhar com os alunos.

"O ensino privado demonstrou uma rapidíssima capacidade de adaptação à transição para o ambiente digital e isso deixa-nos muito satisfeitos, porque as aulas continuaram e os alunos puderam concluir os seus percursos educativos neste ano letivo que foi muito atípico", sublinhou Rodrigo Queiroz e Melo.

O inquérito, iniciado durante o período de confinamento e terminado ainda antes do fim do ano letivo que terminou em julho, permite concluir que a transição para o ensino não presencial após as férias da Páscoa "se processou de forma muito célere".

Para aferir da satisfação de alunos, professores e pais sobre o ensino à distância, foi pedido que pontuassem o grau de satisfação numa escala de 1 a 10, sendo "1" muito insatisfeito e "10" muito satisfeito.

Oito em cada 10 alunos responderam "muito satisfeito" com o ensino à distância e 17,1% mostraram-se "satisfeitos". Apenas 2,3% dos estudantes deram "negativa" ao trabalho realizado pela escola.

No total, 97,7% dos alunos revelaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos, concluiu o inquérito a que a Lusa teve acesso.

Também os pais dos alunos aplaudiram o trabalho realizado pelas escolas, com 94,9% a dar nota positiva: 52,6% mostraram-se muito satisfeitos e 42,3% satisfeitos. Apenas 5,1% atribuíram uma nota entre o dois e os quatro valores, numa escala de zero a 10.

Quase a totalidade dos professores (97,7%) disse estar satisfeita ou muito satisfeita com a adaptação das escolas ao modelo de ensino à distância. Oito em cada 10 docentes responderam "muito satisfeito" e 17,7% "satisfeito". Apenas 2,3% não gostou da experiência.

A evolução dos casos de covid-19 em Portugal levou o Governo a decidir em meados de março que todos os alunos deixariam de ter aulas presenciais e que o ensino seria feito à distância.

A decisão obrigou a que as escolas tivessem apenas três dias para se adaptar à nova realidade.

"Desejavelmente, o próximo ano letivo será com aulas presenciais, na escola, que é o lugar mais adequado para os alunos efetuarem os seus percursos educativos. Contudo, em caso de necessidade, as escolas privadas estão prontas e apetrechadas para continuarem a sua missão educativa, com qualidade e as ferramentas adequadas", garantiu o presidente da AEEP.

O próximo ano letivo começa entre os dias 14 e 17 de setembro e também o ministro da Educação já veio garantir que as escolas estão a trabalhar para que as aulas sejam presenciais. No entanto, a tutela admite que possa ser necessário avançar para um modelo misto ou mesmo à distância, tendo em conta a evolução da pandemia de covid-19 e a realidade das diferentes escolas.

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