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Condições de lar em Reguengos não garantem segurança de utentes e médicos

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul espera a "condenação política dos responsáveis" por decisões "desastrosas que terão graves consequências para a saúde da população do Alentejo".

Condições de lar em Reguengos não garantem segurança de utentes e médicos

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) manifestou-se, mais uma vez, contra a mobilização de médicos "decidida e executada" pelo presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) Alentejo e, mais recentemente, contra as "decisões tomadas pelo Conselho de Administração do Hospital de Évora".

"As condições atualmente existentes não garantem nem a segurança dos utentes do lar de Reguengos de Monsaraz nem a dos médicos mobilizados para lhes prestar assistência", avaliou o sindicato, num comunicado enviado esta segunda-feira às redações.

Em causa está a deslocação médicos de família para prestar cuidados aos utentes do lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva - local onde teve origem o surto de Covid-19 em Reguengos de Monsaraz. De acordo com a estrutura sindical, o encaminhamento dos profissionais de saúde para este lar, deixa "a descoberto os utentes dos centros de saúde em que trabalham".

"São colocados mais de 50 doentes a cargo de apenas um médico de família que, frequentemente, não tem qualquer apoio de especialidade hospitalar, ao contrário do preconizado em despacho emitido pela ARS Alentejo. Ao questionarem as condições de prestação de cuidados e aquelas em que foram mobilizados, o presidente da ARS Alentejo respondeu aos médicos de forma intimidatória, reiterando a ordem de mobilização coerciva, ao arrepio do quadro legal vigente", sustentou o sindicato.

Sublinhando que a ARS Alentejo "terá de assumir publicamente as suas responsabilidades por condicionar o acesso dos utentes aos seus médicos de família ao dar prioridade aos utentes do lar de Reguengos de Monsaraz", o SMZS denotou ainda que a autoridade terá também "de responder pelo tipo de assistência médica prestada a estes doentes, que passou a ser da exclusiva responsabilidade do Presidente da ARS".

Por outro lado, o sindicato considera que o Conselho de Administração do Hospital de Évora decidiu, "unilateralmente", deslocar médicos de várias especialidades "para prestar cuidados a doentes Covid-19, o que tem consequências em termos da qualidade dos cuidados prestados aos doentes com patologias crónicas não Covid-19".

"Tal como o presidente da ARS Alentejo, este Conselho de Administração terá de ser responsabilizado pelas faltas de assistência que estes doentes venham a sofrer, bem como por eventuais erros médicos decorrentes da prática não especializada relativamente a doentes Covid-19", destacou ainda a direção da força sindical.

O SMZS questiona, assim, a "legalidade da mobilização dos profissionais médicos feita por administradores politicamente nomeados sem a adequada fundamentação", seja para o Lar de Reguengos de Monsaraz, seja para o "'uso' das mais variadas especialidades médicas para a prestação de cuidados a doentes Covid-19".

Por fim, o sindicato garante ainda que irá "apoiar todos os seus associados no decorrer da ação judicial levada a cabo pelo Ministério Público" e que espera "a condenação política dos responsáveis por decisões desastrosas que terão graves consequências para a saúde da população do Alentejo"

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