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Murais e edifícios em Lisboa vandalizados com palavras de "ódio racial"

Atos surgem na mesma semana em que a estátua do Padre António Vieira foi vandalizada com a palavra "descolonizar" pintada a vermelho.

Esta sexta-feira, 12 de junho, vários murais e edifícios em Lisboa foram vandalizados com mensagens racistas e xenófobas. 

Entre os murais vandalizados, está o mural evocativo dos 30 anos do assassinato de José Carvalho, dirigente do Partido Socialista Revolucionário, que foi a primeira vítima mortal de um grupo neonazi no pós 25 de Abril, partilhou a página Toupeira Vermelha, no Facebook.  

Também em Loures, no Centro de Acolhimento para Refugiados da Bobadela, foram escritas "palavras de ódio racial", refere o deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, no Facebook, acrescentando que também a Sede do Bloco de Esquerda, em Lisboa, foi alvo de vandalismo. 

"Europa aos Europeus", "morte as refugiados" e "arábes e pretos fora", são algumas das frases pintadas nos murais e edifícios. 

Através do Facebook, o Conselho Português para os Refugiados afirmou "repudiar veementemente" estes atos. "Na sequência dos atos de xenofobia e de racismo expressos nos muros externos vandalizados do Centro de Acolhimento para Refugiados na Bobadela, durante a última madrugada, o Conselho Português para os Refugiados manifesta sua preocupação e repudia veementemente qualquer atitude de violência e de ódio na sociedade portuguesa", pode ler-se. 

O deputado do Bloco de Esquerda, Ricardo Moreira, também partilhou no Twitter imagens das pinturas feitas nas paredes da escola Eça de Queiroz, nos Olivais. 

Recorde-se que também esta semana a estátua do Padre António Vieira foi vandalizada, com a palavra "descolonizar" pintada a vermelho.

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