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Identificado portador de cartaz que incita "à violência contra polícias"

Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou ter identificado o portador de cartaz em manifestação no Porto.

Identificado portador de cartaz que incita "à violência contra polícias"

Na manifestação que decorreu no sábado na Avenida dos Aliados, na cidade do Porto, alguns dos manifestantes exibiram cartazes com inscrições de "incentivo à violência contra polícias e, portanto, passíveis de se constituírem como ilícitos criminais", refere a Polícia de Segurança Pública anunciando ter identificado o portador de um cartaz em particular. 

Sobre o assunto, a PSP informa ainda que durante a manifestação referida não procedeu à identificação e detenção dos suspeitos da prática desses atos por considerar que essa intervenção "poderia ser incorretamente interpretada e, consequentemente, potenciadora da ocorrência de indesejáveis desordens num evento que se pretendia pacífico". 

Após a visualização das imagens que circularam nas redes sociais e de outras diligências investigatórias entretanto encetadas pela PSP, já foi possível identificar um dos suspeitos, sendo expetável que outras identificações sejam entretanto apuradas

A PSP, que garante que vai "exercer o direito de queixa relativamente aos ilícitos criminais que dela necessitem", comunicou hoje os factos ao Ministério Público da Comarca do Porto.

"A PSP repudia qualquer tipo de extremismo e discriminação, independentemente de terem por base questões rácicas, políticas, profissão religiosa, nacionalidade, de orientação sexual, desempenho profissional ou outras", lê-se no comunicado divulgado, no qual repudia igualmente "qualquer apelo à violência ou uso de violência, independentemente dos seus autores, por não serem admissíveis num Estado de direito".

Um dos cartazes em causa, e que circulou nas redes sociais, referia: "Polícia bom é polícia morto"

Milhares de pessoas saíram no sábado às ruas de Lisboa, Porto e Coimbra contra o racismo e a violência policial, replicando protestos realizados noutros países na sequência da morte do afro-americano George Floyd, em maio, asfixiado por um polícia nos Estados Unidos.

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