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  • 05 JULHO 2020
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Covid-19: 90% dos novos casos são em Lisboa e Vale do Tejo

A ministra da Saúde, Marta Temido, e a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, realizaram a segunda conferência deste sábado, agora já tendo a informação epidemiológica relativa às últimas 24 horas. Os dados confirmam a tendência dos últimos dias: a maioria dos novos casos registam-se em Lisboa e Vale do Tejo.

Covid-19: 90% dos novos casos são em Lisboa e Vale do Tejo

Conhecidos finalmente os dados do boletim epidemiológico deste sábado (que dá conta de mais 9 mortes e mais 382  infeções), a ministra da Saúde e a diretora-geral de Saúde  explicam, numa segunda conferência de imprensa no Ministério da Saúde, a informação relativa à evolução da situação pandémica em Portugal. 

Marta Temido começou por salientar que mais de 60% dos casos de infeção já estão recuperados (20.807 no total, dos quais 281 registados nas últimas 24 horas). 

Dos 382 novos casos, 21 foram registados na região Norte, 10 no Centro e  345 na região de Lisboa e Vale do Tejo (ou seja, 90% dos novos casos), três casos no Alentejo e mais dois casos no Algarve.

No que toca aos nove óbitos registados nas últimas 24 horas, sete pessoas tinham mais de 80 anos, detalhou a governante, completando que a sua distribuição geográfica foi de um óbito na região do Norte e oito na região de Lisboa e Vale do Tejo. Assim, "a taxa de letalidade mantém-se nos 4,3% e uma taxa de letalidade acima dos 70 anos nos 17,4%", referiu Marta Temido, destacando ainda a redução do número de doentes internados por Covid-19 quer em enfermaria geral quer em cuidados intensivos (onde estão 57 doentes). 

Média do RT nos 1,01 

A ministra adiantou ainda que a média do RT, para os dias 29 de maio a 2 de junho, foi de 1,01, variando entre 0,89 na região Norte, 1,09 na região Centro e 1,02 na região de Lisboa e Vale do Tejo. Dos novos casos registados durante todo o mês de maio, 54,8% inserem-se na faixa etária dos 20 aos 49 anos, valores que se mantiveram ao longo da primeira semana de junho

Reafirmando o que já tinha dito na primeira conferência do dia, Marta Temido recordou que nos últimos 15 dias a região de Lisboa e Vale do Tejo "tem representado cerca de 70 % do número diário de novos casos, sendo que mais de metade se concentra nos concelhos da Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra". 

14 mil testes em Lisboa e Vale do Tejo

Em pouco mais de cinco dias, deu conta a ministra, foram realizadas cerca de 14 mil colheitas, com a colaboração da ACT, do INEM e dos agrupamentos de centro de saúde dos concelhos em causa. As colheitas recolhidas "estão agora a ser processadas, maioritariamente pelo INSA, mas também por alguns hospitais públicos, privados e até mesmo a Academia".

À data "foram processadas amostras, e comunicados os resultados às autoridades de saúde, 4.649 colheitas, das quais a percentagem de casos positivos baixou ligeiramente sendo agora de 3,9%".

Em resultado desta operação de rastreio, "é expectável que o número de novos casos de Covid-19 se mantenha elevado na região nos próximos dias", afirmou a Ministra, realçando que "devemos estar preparados para este efeito que resulta de três causas prováveis: Atraso na curva epidémica na região; estratégia intensiva de rastreio e especificidades associadas às características dos novos casos predominantemente jovens, em idade ativa e assintomáticos". 

Questionada sobre o facto de afastar, para já, medidas mais restritivas em Lisboa, Marta Temido disse que "estamos muito longe de um crescimento exponencial" e que aquilo que se está a verificar é o "resultado da estratégia" de rastreio intensivo. "Temos de nos manter atentos e a acompanhar a situação", enfatizou. 

Marta Temido reforçou que a estratégia aplicada vai continuar a ser seguida e quis ainda deixar uma "mensagem de tranquilidade" que resulta da observação do número de atendimentos e internamentos por Covid-19, quer nos cuidados de saúde primários quer nos internamentos em enfermaria e nos cuidados intensivos na região de Lisboa "que tem revelado apenas um ligeiro acréscimo e controlado". 

A ministra voltou a apelar aos portugueses que continuem a cumprir as regras de distanciamento físico, utilização das máscaras, lavagem das mãos e de higienização dos espaços. "Destaco que essa é a melhor ajuda para a retoma da atividade económica e da proximidade social", sublinhou. 

Situação no Bombarral

Quanto à situação do Bombarral, a ministra confirmou ter a informação de que "existem alguns casos positivos associados a um local específico de trabalho", assegurando que o Ministério da Saúde tem trabalhado com o Ministério da Agricultura num conjunto de orientações específicas para as colheitas [de frutas], "que se prendem muito mais com cuidados de distanciamento físicos e higienização do que propriamente com uma estratégia de rastreio de pessoas assintomáticas".

A razão é simples, explicou Marta Temido. Em causa estão pessoas que trabalham ao ar livre, sendo nestes casos, antecipa, o risco principal esteja associado ao convívio em habitação conjunta. 

Articulação mais intensa com forças de segurança 

A ministra adiantou nesta conferência que o Governo está a trabalhar no sentido de "uma articulação mais intensa entre as forças de segurança e as autoridades de saúde".

"Não que ela não tenha sido feita, mas porque, de facto, há relatos de que determinadas zonas e atividades nem sempre têm estado a respeitar as regras gerais e isso tem de ser resolvido em benefício de todos", justificou. 

"A máscara não nos dá imunidade"

"Aquilo em que temos estado a investir depende do comportamento das pessoas, seja em festas, em raves ou em ajutamentos no exterior, não nos podemos juntar mesmo com máscara. A máscara é uma medida adicional, ajuda a proteger, é um método de barreira, mas não nos dá imunidade, se nos desse imunidade, o assunto do mundo estava resolvido. Não é assim. O nosso apelo continua a ser para o comportamento das pessoas", alertou Graça Freitas, comentando as imagens das manifestações hoje realizadas em Lisboa. 

Recorde aqui a conferência:

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