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Arguido no processo de Tancos detido por suspeita de extorsão

Um dos suspeitos do assalto ao paiol militar de Tancos, João Pais, cuja libertação decorrente da prisão preventiva foi decretada em março, foi detido na quarta-feira, por "suspeita de crime de extorsão", confirmou hoje à agência Lusa a GNR.

Arguido no processo de Tancos detido por suspeita de extorsão
Notícias ao Minuto

20:57 - 21/05/20 por Lusa

País Tancos

De acordo com um comunicado divulgado, a GNR deteve, na quarta-feira, "dois homens, de 33 e 39 anos, por suspeita de crime extorsão, em Albufeira".

O PÚBLICO noticiou, ao final da tarde de hoje, que um dos homens detidos é João Pais, conhecido como 'Caveirinha', um dos arguidos no processo sobre o furto e a recuperação das armas do paiol de Tancos.

Questionada pela Lusa, a GNR confirmou que um dos homens detidos é, efetivamente, João Pais.

Os dois suspeitos estiveram durante o dia de hoje no Tribunal de Instrução Criminal de Faro, onde decorreu o primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação, mas "as diligências vão continuar amanhã", especificou aquela força de segurança.

A nota divulgada esclarece que a detenção de João Pais e do outro homem aconteceu no decurso de uma investigação que decorria há 15 dias, motivada por denúncia relacionada com um crime de extorsão.

"Os dois homens suspeitos terão tentado extorquir a quantia de 10.000 euros a um cidadão, através de ameaças e agressões físicas", prossegue o comunicado.

A GNR também apreendeu, na sequência de duas buscas domiciliárias e quatro a veículos, 16 doses de haxixe, 10.961 euros, oito telemóveis, cinco equipamentos informáticos e vários engenhos pirotécnicos.

Na detenção estiveram envolvidos 32 elementos, da GNR, do Grupo de Intervenção de Operações Especiais, do subdestacamento e do Núcleo de Investigação Criminal de Albufeira.

João Pais é um dos 23 arguidos no processo relativo ao roubo e recuperação de material militar do paiol de Tancos.

A 'Caverinha', assim como a mais oito suspeitos - Válter Abreu, Filipe Sousa, António José dos Santos 'Laranjinha', Fernando Santos, Pedro Marques, Gabriel Moreira, Hugo Santos e João Paulino - é imputado o crime de terrorismo.

João Pais também estava em prisão preventiva, mas, em 20 de março, o juiz Carlos Alexandre decretou a libertação deste suspeito e de mais seis, na sequência do adiamento 'sine die' da fase de instrução, por causa da pandemia.

O despacho publicado nesse dia dá conta de que a decisão foi justificada com a impossibilidade de fazer o debate instrutório até 17 de abril, devido à pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, data em que terminava a prisão preventiva dos sete arguidos.

Entre os 23 arguidos também está o ex-ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, acusado de prevaricação e denegação de justiça, abuso de poder e favorecimento pessoal.

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