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  • 29 OUTUBRO 2020
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Incêndios. Proteção Civil prepara manual para minimizar efeitos da Covid

A Proteção Civil anunciou hoje que está a preparar um documento operacional com medidas e instruções que devem ser seguidas pelos envolvidos no combate aos incêndios florestais deste ano para minimizar os efeitos da covid-19.

Incêndios. Proteção Civil prepara manual para minimizar efeitos da Covid

"Está em preparação uma instrução operacional que indica um conjunto de medidas de mitigação de forma a garantir a resposta no quadro dos incêndios rurais", disse Miguel Cruz, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) no webminar "O reflexo da covid-19 no sistema de defesa da floresta contra incêndios em 2020".

No debate, organizado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, liderado por Domingos Xavier, o comandante operacional de agrupamento distrital do sul (CODIS) sublinhou que esta instrução operacional "não será exaustiva" e pode ser articulada com os planos de contingência de cada uma das estruturas envolvidas no combate.

Segundo Miguel Cruz, esta instrução operacional integra uma lista de medidas que devem ser tidas em consideração, nomeadamente com as equipas que vão para o terreno combater os fogos e um conjunto de procedimentos relacionados com os veículos e equipamentos.

Miguel Criz frisou que será dado destaque aos aspetos da higienização e ao distanciamento social "sem pôr em causa a capacidade de resposta operacional".

O comandante adiantou que este documento terá também orientações nos casos de incêndios mais graves e quando é necessário instalar um posto de comando e realizar reuniões com distanciamento social, bem como instruções para as células logísticas, como descanso e alimentação dos operacionais que estão no terreno.

Este documento estabelece igualmente um conjunto de procedimentos que se devem ter em conta no caso de ocorrência de eventuais suspeitos com covid-19 entre os combatentes nos incêndios.

Além desta instrução operacional, a ANEPC está também a desenvolver um conjunto de medidas para ser implementadas nas fases mais críticas no combate aos incêndios, disse Miguel Cruz, avançando que a utilização das bases de apoio logísticos vai ser ajustada à sua dimensão e ocupação seguindo as regras de distanciamento social.

Miguel Cruz salientou que a mobilização de operacionais para os diferentes incêndios poderá ser feita em transporte coletivo em vez do transporte individual de cada corporação.

Em relação à coordenação dos meios aéreos, o mesmo responsável disse ainda que está previsto uma bolsa adicional de reforço e está a ser feito um plano de contingência para os centros de meios aéreos.

Na abertura da webminar, a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, falou do "desafio enorme" que se vai colocar nos próximos tempos e que exige "uma adaptação permanente" de todo o sistema.

Entre os desafios, segundo a secretária de Estado, está a forma como se vai conseguir "compatibilizar a resposta à pandemia covid-19, que se mantém, com a resposta ao DECIR [Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais] e às eventuais ocorrência de incêndios rurais".

Patrícia Gaspar enumerou também como desafio a eventual falha ou diminuição de recursos na prevenção e combate aos fogos e como se vai conseguir minimizar os riscos para evitar contágio.

Como ainda não há "dados concretos" sobre a falha na área do socorro ou dos recursos humanos durante o combate aos fogos devido à covid-19, a secretária de Estado destacou as iniciativas que estão a ser desenvolvidas pela ANEPC, designadamente o plano de contingência nacional e os preparativos de natureza mais detalhada para garantir e minimizar o risco e o contágio entre os operacionais.

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