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Pandemia veio dar "dimensão ainda maior" ao papel da GNR

O ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, disse hoje que a pandemia da covid-19 veio dar uma "dimensão ainda maior" ao papel da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Pandemia veio dar "dimensão ainda maior" ao papel da GNR

As declarações de Eduardo Cabrita constam de uma mensagem institucional que enviou pelas comemorações do 109.º aniversário da GNR, que este ano integram um programa exclusivamente digital, as quais poderão ser acompanhadas ao longo do dia na página oficial desta força de segurança na rede social Facebook, e na qual foi publicado o vídeo gravado do ministro.

"A circunstância singular em que vivemos, marcados pela pandemia covid-19, pelo estado de emergência que, até ontem [sábado], vigorou em Portugal, mas que não termina neste momento com as exigências de confinamento e de particular atenção ao risco sanitário, veio dar uma dimensão ainda maior àquilo que é o papel da guarda", sublinhou o ministro.

Eduardo Cabrita recordou a história e as missões desempenhadas pela GNR que, este ano, celebra os 109 anos "num contexto único".

"Queria neste momento deixar uma mensagem de saudação aos 23 mil homens e mulheres que servem Portugal na GNR, de uma forma muito especial, muito sentida, pelo empenho que tiveram ao longo de todo este período: garantindo que aqueles que viviam isolados recebiam comida, que as crianças recebiam material escolar, que aqueles que estavam em confinamento tinham a sua saúde defendida, e protegiam todos os cidadãos", destacou o governante.

O ministro deixou ainda votos de uma recuperação rápida aos militares da GNR que "ficaram infetados por esta terrível doença", acrescentando que o seu "testemunho de coragem é um sinal que os portugueses respeitam e têm justa admiração".

Portugal contabiliza 1.023 mortos associados à covid-19 em 25.190 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado no sábado.

Relativamente ao dia anterior, há mais 16 mortos (+1,6%) e mais 203 casos de infeção (+0,8%).

Das pessoas infetadas, 855 estão hospitalizadas, das quais 150 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 1.647 para 1.671.

Portugal entrou hoje em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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