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Precários da RTP escrevem carta à ministra. "Situação é surreal"

Dezenas de trabalhores precários da RTP aguardam, em casa, para ser colocados nos quadros da empresa, numa altura em que a estação pública tem "falta desesperada de profissionais competentes". Apelam por isso ao Governo para que determine que sejam "imediatamente chamados para o trabalho".

Precários da RTP escrevem carta à ministra. "Situação é surreal"

A Comissão de Trabalhadores da RTP endereçou uma carta aberta à ministra do Trabalho e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, denunciando a "situação surreal" dos trabalhadores precários da estação pública. Estes "são mantidos em casa a recorrer às ajudas possíveis do Governo, enquanto a RTP continua a recorrer ao falso outsourcing para conseguir cumprir todo o serviço público a que se propõe, pagando uma dupla fatura numa altura em que se avizinha uma crise económica". 

Na missiva, a Comissão de Trabalhadores fala de um "contrassenso" que é a RTP "manter dezenas de precários que a CAB (Comissão de Avaliação Bipartida) já mandou integrar nos quadros da empresa, num momento em que se faz sentir para o cumprimento das missões de serviço público uma escassez aguda de profissionais devidamente qualificados". 

Para estes trabalhadores, a demora no cumprimento das determinações da CAB já seria, em tempos normais, "uma injustiça para as pessoas  em causa e um ato de má gestão da RTP". Mas, no atual contexto de Estado de Emergência, "essa demora torna-se verdadeiramente intolerável". 

Os trabalhadores falam inclusive num clima de ostracização. "Acontece que as respetivas empresas angariadoras pretendem castigá-los [as dezenas de trabalhadores] por terem apresentado candidaturas ao PREVPAV e por isso deixaram de chamá-los para trabalhar na RTP", lê-se na carta aberta enviada ao Notícias ao Minuto. Ao castigarem os trabalhadores, sublinham, "essas empresas acabam por castigar também a RTP, privando-a da experiência preciosa" que estes trabalhadores entretanto adquiriram.

Assim, e tendo em conta "a falta desesperada de profissionais competentes" devido à quarentena,  considera a Comissão de Trabalhadores, antes de resolver a precariedade existente, a RTP arrisca-se, portanto, a criar precariedades novas". Isto porque as empresas que prestam serviço à estação pública "têm vindo a recrutar aqui e ali, ao sabor das oportunidades e, muitas vezes, do improviso, pessoas exteriores à empresa e sem experiência". 

Face ao exposto, a Comissão de Trabalhadores apela ao Governo que determine que sejam "imediatamente chamados para o trabalho aqueles trabalhadores que aguardam o cumprimento das determinações da CAB, sem prejuízo da integração nos quadros a que se deve proceder". 

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