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Castro Daire. "Não havia justificação para fazer um cordão sanitário"

A Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde realizaram a conferência diária de atualização da evolução da pandemia de Covid-19 em Portugal.

Castro Daire. "Não havia justificação para fazer um cordão sanitário"

Jamila Madeira, secretária de Estado Adjunta e da Saúde, marcou presença, esta sexta-feira, na conferência de imprensa diária de atualização da evolução da pandemia de Covid-19 em Portugal, começando por frisar que os "dados de hoje nos dizem que temos de continuar, não podemos levantar a guarda". 

A governante aproveitou para deixar uma mensagem de agradecimento aos profissionais de saúde que, diariamente, lutam contra esta pandemia"Muito ainda há a fazer e sabemos que podemos melhorar", assumiu. 

O Serviço Nacional de Saúde foi capaz de preparar "uma estratégia de reposta à doença em todo o sistema hospitalar, num contexto de máxima exigência", acrescentou Jamila Madeira, detalhando que "hoje temos 99% dos atendimentos em mais de 15 mil chamadas diárias". 

O SNS foi ainda "capaz, num contexto de fortíssima escassez no mercado internacional, de organizar medidas que permitem hoje o fornecimento excecional de equipamentos", nomeadamente de equipamentos de proteção individual e de ventiladores. 

Tecendo uma comparação com os números da pandemia de outros países, a secretária de Estado Adjunta e da Saúde vincou que "o mais importante e que nos distingue deve-se ao contributo de todos os portugueses, que ficam em casa, cumprindo a sua missão de cidadania. É verdadeiramente um orgulho. Sabemos que o confinamento é particularmente duro neste período da Páscoa. Mas, acreditem, vai valer a pena". 

O caso de Castro Daire 

Pese embora na conferência de quinta-feira tenha sido levantada a hipótese de aplicar um cordão sanitário em Castro Daire, essa hipótese foi hoje afastada. "Tínhamos dito que estava a ser equacionada a necessidade ou não de haver cerca sanitária. Chegou-se à conclusão que o que era necessário era reforçar junto da população a necessidade de manter o distanciamento e social e de manter encerrados determinados estabelecimentos. Não havia justificação para fazer um cordão sanitário, impedindo pessoas de entrar e de sair", referiu Graça Freitas. 

A situação continuará a ser acompanhada pelas autoridades de saúde e pela autarquia, assegurou a diretora-geral de Saúde. 

Igualmente presente nesta conferência de imprensa esteve Rui Ivo, presidente do Infarmed, de acordo com o qual foi pedido “à industria farmacêutica que reforçasse as quantidades” de produção de medicamentos. Para os "medicamentos que são mais usados neste contexto” de pandemia foi previsto um reforço de 20%.

Adicionalmente, foi feito “algum reforço de reservas estratégias a nível central para situações que possam surgir”. Há dois medicamentos específicos “que ainda temos de ter cautela, estamos a disponibilizá-los de forma centralizada”.

Uso generalizado de máscaras, sim ou não?

Questionada relativamente ao uso generalizado de máscaras pela população portuguesa, que tem sido equacionado nos últimos dias, referiu Graça Freitas que em Portugal são seguidas as "orientações da Organização Mundial de Saúde", que neste caso solicitou informação ao Centro Europeu de Doenças Transmissíveis, tendo sido emitido "um parecer [sobre o uso de máscaras] que saiu há dois dias".

Por cá, existe um Programa Nacional de Prevenção das Resistências aos antimicrobianos, ao qual foi pedido um parece que "vai sair muito brevemente" e este irá refletir as conclusões do Centro Europeu de Doenças Transmissíveis, mas "concretizado para a nossa realidade”.

Precisou a responsável que a DGS tem sempre em consideração o enquadramento internacional e nacional, que depois são "vertidos para uma norma, orientação ou informação da DGS". Neste caso, o parecer do programa nacional vai ser revisto e publicado, de acordo com as "orientações da ciência".

Reveja a conferência

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