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  • 26 OUTUBRO 2020
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Casos de Covid-19 abaixo das previsões. Poderá o pico ser antecipado?

As opiniões não são unânimes e as projeções são incertas, mas há especialistas que defendem, que, considerando os números dos últimos dois dias, com aumentos mais baixos dos números de casos, o pico ou planalto da pandemia pode ser antecipado.

Casos de Covid-19 abaixo das previsões. Poderá o pico ser antecipado?

Durante os dois últimos dias, o número de casos confirmados do novo coronavírus em Portugal ficou abaixo das expectativas das autoridades e dos epidemiologistas. Isto, porque o número de casos da Covid-19 tem crescido, mas menos do que se antecipava. Podemos estar perto do pico ou o planalto da curva?

"O número de infetados hoje [30 de março] ficou muito aquém das estimativas (...) Se esta tendência se verificar nos próximos dias, quererá dizer que devemos estar no ponto de inflexão", escreveu Filipe Grilo, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, na rede social Facebook, na qual tem partilhado algumas das suas estimativas. 

Essa é a questão que começa a ser levantada por vários especialistas, apesar de os epidemiologistas estimarem o pico da pandemia em Portugal apenas no final de maio. De acordo com a TSF, as opiniões dos especialistas não são unânimes: há previsões que apontam para o final do maio, em linha com o Governo, e há outras que seguem outro modelo, estimando o pico para abril

No sábado, o número de novos doentes com Covid-19 cresceu 21%, seguindo-se um crescimento de 15% no domingo e de 7% na segunda-feira. É esta taxa de crescimento que tem vindo a diminuir, mas é necessário esperar pelos próximos dias para tirar mais conclusões. 

Em declarações àquela estação de rádio, Manuel Carmo Gomes, um dos epidemiologistas que será ouvido esta terça-feira pelo Presidente da República e pelo Governo, para avaliar a evolução da doença, afirmou: "Aqui no meu computador as previsões muitas vezes são abril e não maio, mas eu compreendo que existam outras abordagens. Contudo, mesmo nos modelos que apontam para maio se as medidas de distanciamento fizerem realmente efeito essas previsões de repente andarão possivelmente para trás".

E, por isso, mais do que tudo, as notícias dos dois últimos dias reforçam a necessidade de se continuar a cumprir as recomendações das autoridades de saúde, nomeadamente no que diz respeito ao distanciamento social

Também o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, é da mesma opinião, sublinhando que projetar "a dois meses é difícil", assinalando que "se as projeções estavam feitas com base nos números de há três dias, entretanto, os dados dos últimos dois dias certamente mudaram de forma relevante pois a expectativa era que os números continuassem a subir", referiu em declarações à mesma rádio.

A ministra da Saúde, Marta Temido, revelou no sábado que, "de acordo com os dados de que dispomos agora, a incidência máxima da infeção estará adiada para o final de maio", mas isso "indicia que as medidas de contenção que temos todos tomado, como ficar em casa a não ser para ir trabalhar, muitos de nós, estão a ser efetivas", acrescentou. 

Ainda assim, continua a ser estimado "um número muito elevado de casos de Covid-19, o que provoca uma enorme pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), sobre todos nós, e todos temos de fazer o que está ao nosso alcance". 

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