Meteorologia

  • 08 ABRIL 2020
Tempo
17º
MIN 13º MÁX 21º

Edição

Nove em cada 10 inquiridos só sai de casa por "absoluta necessidade"

Nove em cada dez inquiridos num estudo divulgado hoje dizem só sair de casa quando é absolutamente necessário e 83% confessam que já se sentiram tristes ou ansiosos devido ao isolamento social necessário para combater a pandemia de covid-19.

Nove em cada 10 inquiridos só sai de casa por "absoluta necessidade"
Notícias ao Minuto

19:42 - 26/03/20 por Lusa

País Covid-19

O Barómetro Covid-19, uma parceria Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP)/Expresso, é um projeto de investigação que acompanha a evolução da pandemia em Portugal e cujos primeiros resultados foram divulgados hoje.

Para isso, foi lançado no dia 21 de março um questionário online para avaliar semanalmente, a perceção dos cidadãos quanto ao risco, capacidade de resposta das autoridades e dos serviços de saúde, cumprimento das medidas decretadas e impactos no quotidiano individual.

Os resultados da "Semana 1 do inquérito", que decorreu entre 21 e 26 de março e que contou com 100.000 respostas, revelam que cerca de 92% das pessoas dizem estar em casa e só saírem em caso de "absoluta necessidade", com as as mulheres (65%) e os inquiridos maiores de 65 anos (97,7%) em destaque.

A maior parte dos participantes no inquérito (51,7%) afirmou estar "confiante" ou "muito confiante" na capacidade de resposta dos serviços de saúde, com os maiores de 65 anos a liderar este resultado (73,5%), refere a ENSP em comunicado.

Cerca de 83% confessam que já se sentiram "em baixo, agitados, ansiosos ou tristes devido às medidas de distanciamento físico", sendo que mais de 26% reportou sentir-se desta forma diariamente ou quase todos os dias, com destaque para as mulheres (67,5%).

Ao analisar os dados por faixas etárias, observa-se uma diferença entre as pessoas acima dos 65 anos, que referem nunca experienciar estes sentimentos, e os mais novos, entre os 16 e os 25 anos, que confessam ter estes sentimentos todos os dias.

Os dados indicam também que cerca de 40% dos inquiridos dizem ter receio que exista uma interrupção do fornecimento de bens de primeira necessidade devido à situação atual, numa proporção semelhante entre homens e mulheres e uma distribuição equilibrada entre grupos etários.

No que se refere ao receio de perder o rendimento devido à situação atual relacionada com a covid-19, 60% dos participantes confessaram estar receosos com esta situação. Apenas o grupo etário acima dos 65 anos reporta menos preocupação.

No total, responderam 63.129 mulheres (64.1%) e 35.285 homens (35.8%). Grande parte da amostra (48.767) situou-se no intervalo entre 26 e 45 anos, seguidos de 36.560 com idades entre os 36 e os 65 anos, 7.706 entre 16 e 25 anos e 5.473 com mais de 65 anos.

O objetivo do projeto é "seguir a opinião destas pessoas semanalmente, para perceber a evolução à medida que a epidemia decorre, para perceber o seu impacto nas perceções das pessoas".

A Escola Nacional de Saúde Pública, que apela para a participação de todos no preenchimento do questionário, ressalva que "estes resultados dizem respeito a um questionário que está a ser aplicado online, pelo que existe a possibilidade de não alcançar todas as frações da população".

"Estes resultados dizem respeito às primeiras respostas de um estudo que se encontra a decorrer, pelo que os resultados ainda devem ser interpretados com a cautela necessária", sublinha, adiantando que "refletem apenas as respostas dos participantes, não devendo ser generalizados à população portuguesa".

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório