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Empresa de Lousada produz 12 mil de viseiras médicas por dia para o SNS

A empresa Univerplast, de Lousada, vai começar a produzir milhares de viseiras em plástico, de uso médico, por dia, para corresponder às necessidades do Serviço Nacional de Saúde, no âmbito da pandemia de Codiv-19.

Empresa de Lousada produz 12 mil de viseiras médicas por dia para o SNS
Notícias ao Minuto

18:56 - 26/03/20 por Lusa

País Covid-19

"Vamos conseguir produzir 12.000 viseiras por dia. Vamos trabalhar sete dias por semana, por isso conseguimos entregar 84.000 viseiras por semana, disse à Lusa a diretora comercial, Mafalda Monteiro.

Aquela unidade está sediada na localidade de Lustosa, foi fundada há 31 anos e fatura anualmente cerca de três milhões de euros.

A empresa de injeção de plásticos concebeu o modelo e está em condições de iniciar a produção, "24 horas por dia", porque trabalha por turnos.

Habitualmente, a Univerplast produz cabides de plástico, que exporta para vários pontos do mundo, mas a prioridade nas próximas semanas será corresponder às encomendas do Estado português, que deu hoje o aval ao modelo, segundo a empresária.

"Estamos habilitados, ao abrigo de parcerias existentes, a produzir qualquer artigo em plástico", explicou, sublinhando o papel da Câmara de Lousada no início deste processo: "no contacto que nos foi feito pelo Município de Lousada, lançaram-nos precisamente este desafio, porque viam na nossa empresa uma possibilidade de o fazer, em Portugal e com qualidade".

À agência Lusa, a diretora comercial referiu que este tipo de equipamento de proteção individual, utilizando um material designado "PETG", não se produzia até agora em Portugal. O molde da viseira médica ficará pronto em breve e, no final da próxima semana, haverá as primeiras entregas ao Estado, prometeu: "Os equipamentos vão ser produzidos em tempo absolutamente recorde. Em conjunto com o Infarmed, estamos a tentar desenvolver a melhor viseira médica possível, face às necessidades dos nossos profissionais de saúde".

Mafalda Monteiro referiu, ainda, que o desenvolvimento do molde implica custos consideráveis, mas a "situação de emergência nacional" motivou a empresa de Lousada neste projeto. Habitualmente, sinalizou, esse processo demora três meses, mas tudo foi feito numa semana, envolvendo dezenas de pessoas e muitas horas de trabalho.

A fábrica conta com 37 colaboradores e está preparada para produzir 84 mil viseiras médicas por semana.

"Temos uma equipa preparada para trabalhar nisto as semanas ou meses que forem precisos", acentuou, anotando que o grande objetivo da empresa, neste processo, é "ajudar o país".

"Por isso é que aceitamos tão prontamente este desafio", afirmou, garantindo que a empresa se recusa a fazer "aproveitamento económico da situação" provocada pela pandemia Covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Portugal regista hoje 60 mortes associadas à covid-19, mais 17 do que na quarta-feira, e 3.544 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

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