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Politécnico do Porto faz viseiras para hospitais e pede doação de acetato

O Instituto Politécnico do Porto (IPP) e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras estão a produzir viseiras 3D para os hospitais devido à covid-19, mas precisam "urgentemente" de película transparente, apelando à sua doação.

Politécnico do Porto faz viseiras para hospitais e pede doação de acetato
Notícias ao Minuto

20:18 - 24/03/20 por Lusa

País Covid-19

A iniciativa solidária, que envolve também o Porto Design Factory (PDF) do IPP, tem por objetivo equipar os profissionais de saúde dos hospitais com equipamentos que, neste momento, "escasseiam e fazem muita falta pela sua necessidade de proteção", disse hoje à Lusa a presidente da Escola Superior de Educação (ESE) do IPP, Prudência Coimbra, na coordenação desta.

O projeto, que começou no domingo, envolve 12 professores que, diariamente, em casa e com a ajuda de uma impressora 3D, produzem as viseiras.

"As pessoas trabalham em rede e em conjunto, mas à distância, ou seja, cada professor faz as viseiras em casa e, no final do dia, há um funcionário que passa pelas suas habitações e as recolhe, sem nunca contactarem", explicou.

Prudência Coimbra referiu que hoje, por exemplo, conseguiram fazer 100 viseiras, mas para continuarem com a produção precisam "urgentemente" de película transparente (A4, A3 ou maior) com espessura de 0,4 ou 0,5 milímetros.

Apelando à doação por parte das empresas que tenham essa possibilidade, a coordenadora contou que tem recebido alguns apoios, nomeadamente de uma empresa que faz o corte a laser e perfura os acetatos e de uma outra que deu elásticos.

O objetivo é fazer o maior número de viseiras possíveis porque têm recebido "muitos pedidos" de hospitais "aflitos" de toda a região Norte, contou.

Antes de arrancarem com a produção, o protótipo da viseira foi testado por um responsável do Hospital de Santo António, no Porto, que a validou, revelou.

"O projeto é pequeno, não somos nenhuma empresa, mas o que queremos é dar o nosso contributo, mobilizar esforços e a solidariedade da comunidade e, juntos, fazermos uma pequena diferença", afirmou Prudência Coimbra.

Na sua opinião, se o grupo conseguir proteger a cara de mil médicos vai ficar satisfeito, mas ficará muito mais se puder proteger a cara de 5.000.

Falando num equipamento "importante", a presidente da Escola Superior de Educação lembrou que, a partir do círculo inicial que têm, estão a criar outros, nomeadamente através da disponibilidade de pessoas que, vendo os apelos no Facebook, oferecem a sua ajuda.

A ESE está a sentir-se "útil", referiu, acrescentando que essa também é a missão do ensino superior que é dar retorno social com as suas competências.

Em Portugal, há 33 mortes, mais 10 do que na véspera, e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista 302 novos casos em relação a segunda-feira (mais 14,7%).

Dos infetados, 203 estão internados, 48 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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