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"Termómetros a 97 euros". Farmácias pedem acesso a preços normais

A Associação Nacional das Farmácias pediu esta terça-feira a intervenção do Governo para conseguir o abastecimento de produtos de primeira necessidade para combater a crise da Covid-19 no país.

"Termómetros a 97 euros". Farmácias pedem acesso a preços normais

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) alertou o Governo, esta terça-feira, para o facto das farmácias estarem a adquirir produtos necessários para a prevenção e combate do novo coronavírus pagando "preços especulativos" no mercado.

Apelando à intervenção do primeiro-ministro, a associação refere que, mesmo pagando preços avultados por estes produtos, não estão a conseguir "adquirir em quantidade suficiente" para garantir a segurança das suas próprias equipas e de instituições como lares de idosos.

Os produtos em causa são "máscaras, gel desinfetantesparacetamol, termómetros, matéria-prima para manipulados e equipamento de proteção individual", alerta a direção da ANF numa carta dirigida a António Costa. 

"Como contributo para o restabelecimento da normalidade do mercado, a ANF entregou à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) um dossier de 100 páginas com faturas e propostas comerciais apresentadas às farmácias por dezenas de empresas nacionais e importadoras, na sua maioria estranhas ao mercado de produtos farmacêuticos", adianta também o mesmo texto dando conta de que há propostas às farmácias de "frascos de 30 mililitros de álcool em gel a serem vendidos a 5 euros, máscaras entre 7 e 38 euros, garrafões de cinco litros de desinfetantes a 79 euros e termómetros a 97 euros"

A ANF refere ainda que, "num gesto inédito", recomendou às suas 2.750 farmácias associadas que pratiquem margens de comercialização até ao limite de 17,5%, que se aplica aos medicamentos sujeitos a receita médica comparticipados.

"Sendo a margem legal das farmácias portuguesas a mais baixa da Europa, será inequívoco o contributo responsável e transparente da nossa rede no combate à pandemia", refere a circular enviada esta manhã às farmácias.

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