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COVID19: O Sentido de Urgência num Mundo Global  

Um artigo de opinião assinado por Paula Campos, professora do IPAM,

COVID19: O Sentido de Urgência num Mundo Global

 
Notícias ao Minuto

12:56 - 20/03/20 por Notícias Ao Minuto

País Artigo de opinião

"Num ciclo de vida que se repete, cá estamos nós a descansar de uma comunicação social focada nos casos mediáticos de empresas e/ou pessoas ligadas aos mais diferentes tipos de corrupção, e a prepararmos a chegada de um novo ciclo, diferente, que continua a atrair o nosso olhar para o mesmo mundo mas agora numa perspetiva diferente só porque existe um vírus que muito rapidamente está a mudar o mundo.

A vida é feita de ciclos.

Ciclos estes que vivemos como se fossem padrões, que teimosamente repetimos nos mais diversos segmentos da nossa vida. De repente percebemos melhor que não há longe nem distância, e que independentemente da origem, um vírus rapidamente está ao nosso lado mesmo que o seu epicentro esteja no outro lado do mundo. Experiência de grandeza ou limitação?

Embora  a ameaça possa tornar-se oportunidade para algumas empresas, que estão a incrementar os seus negócios, as consequências para a economia são catastróficas, porque empresas que há dois meses estavam com saúde financeira começam agora a preparar cenários de crise, porque as bolsas não param de cair, porque pessoas que nunca foram à China de repente são portadoras de um vírus que veio de lá, porque de repente escolas, empresas, cidades, são obrigadas a viver uma experiência de isolamento em beneficio de todos nós. Por tudo isto estamos novamente em crise, diferente, mas crise nos contornos que a definem!

Como gerir esta crise sem repetir os erros do passado?

Quem está preparado para a enfrentar minimizando os efeitos do seu impacto nas pessoas e em todas as questões laborais que coloca?

Só existe uma solução: Inovar na formulação das políticas e orientações de gestão.

Mudar quase tudo…

Mudar crenças, práticas, demagogias que tornam o debate social vazio e oco de criatividade e soluções para o futuro.

Mudar, porque o parar tem sempre subjacente a ideia de ter de se começar de novo qualquer coisa, nem que seja numa perspetiva da esperança de que aconteçam coisas diferentes, de preferência coisas melhores.

Mudar, nem que seja na capacidade de percebermos que a Tecnologia pode ajudar. Olhemos para as boas práticas, para as empresas que praticam o trabalho remoto há algum tempo e para quem estas ameaças não assumem um papel tão ameaçador.

Mudar, porque existem escolas que mesmo fechadas, podem continuar a fazer o seu trabalho em plataformas de ensino há distância. Eu própria leciono numa que o faz há mais de uma dezena de anos, com sucesso e apostando cada dia em melhorias tecnológicas e pedagógicas de o fazer bem feito e com qualidade.

Mudar, só porque em cada dia todos somos diferentes, e capazes de nos reinventarmos e percebermos que esta é a oportunidade de rapidamente aprender a ser e fazer diferente. Neste momento estão muitas empresas a trabalhar arduamente em novos formatos de gestão ao mesmo tempo que poem em prática Planos de Contingência com procedimentos de prevenção, controlo e vigilância.

Somos nós, as pessoas, que, apesar da impotência e da perceção da nossa pequenez, percebemos que no início de cada ciclo nada voltará a ser como era e depois de alguns problemas e obstáculos, só pode mesmo surgir uma nova luz mascarada de esperança!

É como se cada ciclo que acaba para dar espaço ao novo, de repente se tornasse na única possibilidade de nos tornarmos grandes, criativos, proativos procurando e descobrindo novos formatos de gestão da vida e consequentemente do trabalho.

A partir do momento que temos consciência disto, podemos romper estes ciclos, quebrá-los, alterar o percurso, o que automaticamente torna diferente o ‘final’.

Alguém disse um dia, que pode não ser fácil e possível fazer um novo recomeço, mas todos temos a possibilidade e a responsabilidade de fazer um novo fim. Para isto é fundamental que percebamos a lógica destes ciclos repetidos, e tenhamos a atitude necessária para nos assumirmos como motor da nossa vida e, portanto, capazes de mudar."

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