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Morreu o músico Pedro Barroso aos 69 anos

Filho confirmou a morte através das redes sociais.

Morreu o músico Pedro Barroso aos 69 anos

O músico Pedro Barroso, natural de Torres Novas, morreu esta segunda-feira aos 69 anos, vítima de doença prolongada. A notícia foi confirmada pelo filho do cantor, Nuno Barroso, na sua conta de Facebook.

"Lamento informar o falecimento do meu pai", escreveu nas redes sociais o também cantor Nuno Barroso, vocalista da banda Além Mar.

Nuno Barroso já tinha informado os seus seguidores que o pai estava internado no Hospital da Luz, em Lisboa, desde o dia 7 de março, “em fase terminal”.

O último álbum gravado por Pedro Barroso está previsto sair em abril, disse à agência Lusa o seu editor discográfico Fernando Matias, da Ovação. Intitulado 'Novembro', o álbum inclui um dueto com Patxi Andión, que morreu a 18 de dezembro passado, em Espanha.

Fernando Matias referiu-se à obra de Pedro Barroso como "única", no esteio das de Vinicius de Moraes e Leo Ferré. "Ele tinha um lugar único na música portuguesa, que ficará para sempre", disse, acrescentando que o músico deixa "muitos admiradores fiéis, que falam por essa carreira feita".

No final do ano passado, aquando da morte de Andión, Fernando Matias explicou que "o título 'Novembro' foi escolhido por ser o mês de aniversário do Pedro e porque foi em novembro que se terminaram as gravações deste projeto".

Pedro Barroso referiu-se, então, a 'Novembro' como a sua "despedida das canções". "A condição física, após mais um ano de tratamentos médicos, impede-me de tocar; e, mesmo na parte de canto, canso-me ao fim de minutos e, portanto... as coisas são como são...", disse Pedro Barroso.

Pedro Barroso nasceu em Lisboa, em 28 de novembro de 1950, numa família de Riachos, Torres Novas, cidade onde viveu desde a infância, e que sempre considerou a sua terra natal.

Intérprete de êxitos como 'Menina dos Olhos D'Àgua', celebrou, em dezembro passado, 50 anos de carreira, com um concerto na localidade.

No passado dia 20 de dezembro, na véspera desse derradeiro concerto, escreveu na sua página oficial, na rede social Facebook: "Sim. Corto a 'jaqueta de forcado' amanhã [dia 21], no velho Teatro Virgínia, pelas 21:30 - com testemunho de 600 cúmplices [espectadores]; e quero dizer com isto, que cesso atividade como músico, não me retirando obviamente, nem como homem das ideias, nem das artes, nem das palavras. E da diferença. Não abandono a intervenção crítica, nem a cidadania, pelo menos enquanto o último neurónio mo permitir".

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