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"Não estivemos parados. Contudo, tememos não estar preparados"

A ministra da saúde, Marta Temido, relatou, no Parlamento, as medidas adotadas e o esforço que tem sido despendido por todos os membros do Governo. "Não estivemos parados".

"Não estivemos parados. Contudo, tememos não estar preparados"

Marta Temido está, esta sexta-feira, no Parlamento, onde são abordadas as medidas para conter o surto de Covid-19. Interpelada pelos deputados com assento parlamentar, e respondendo às várias críticas à atuação do Governo neste cenário de pandemia, a ministra reforçou. "Não estivemos parados. Contudo, como todos os outros, tememos não estar preparados".

A ministra do Governo de Costa detalhou ainda que, desde que o Covid-19 fez 'soar os alarmes', foram "distribuídos kits, constituídas reservas nacionais estratégicas, reforçadas as linhas de Apoio ao Médico e SNS24, apesar das fragilidades". 

Foram preparadas "orientações diversas, o Plano Nacional de Preparação e Resposta à Doença que está disponível" para consulta. "Articulámos com setores governamentais, trocámos centenas de emails, lemos centenas de documentos", elencou

Recorde-se que o centro de triagem para este surto, a linha SNS24, tem sido mediatizada pelos problemas de funcionamento constantes. Aliás, na quinta-feira, a linha esteve inoperacional durante várias horas. A governante reconheceu, na Assembleia da República, a necessidade de melhoria e assegurou um "reforço"

Sem precisar para que data está previsto o reforço, Marta Temido deixou aos parlamentares a garantia que a linha estará preparada para atender "2 mil chamadas em simultâneo". Este centro de triagem tem totalizado "40 mil chamadas diárias", o que exige por parte do Governo a necessidade de adaptação: "Vamos preparar-nos", assim como vão ser providenciadas "camas e ventiladores". 

Nesta fase em que várias escolas suspenderam as atividades letivas presenciais e diversos serviços encerraram, pedindo-se à população que permaneça isolada em casa, o Governo "não vai deixar ninguém isolado".  "É sobretudo o momento de aliar contenção, precaução à mitigação, não deixando nunca de ajudar ninguém, não deixando nunca que alguém fique sozinho em casa isolado, sem pão, sem água, sem serviços básicos, disso não nos absteremos", assegurou.

Quanto às viagens, "as restrições tinham um efeito ilusório de nos proteger de um mundo cada vez mais global, passámos a acompanhar viajantes provenientes da China, depois de Itália, provavelmente teremos de pensar no mesmo sistema para outros passageiros de áreas afetadas", afirmou.

A ministra recusou também que fosse possível regular que cidadãos de áreas onde há mais casos, como Felgueiras e Lousada, tivessem "menos acesso ao Portugal que é de todos". "Não estamos de acordo", afirmou.

Quanto à possibilidade de serem realizados mais testes, também pedido por vários partidos no debate, a ministra garantiu que o alargamento das pessoas testadas será feito "à medida que as autoridades de saúde o recomendarem".

A ministra da Saúde recordou que o novo coronavírus foi identificado em 9 de janeiro e que em 11 de março foi decretada a pandemia, descrevendo o que foi feito pelo Governo entre essas duas datas, como fazer regressar os cidadãos portugueses de Wuhan (China).

A ministra apelou à responsabilidade de todos, autarcas, Governo, cidadãos, e disse que é o "momento e ler, de estudar, e ser criterioso na absorção de informação".

No final do debate, o líder parlamentar do CDS-PP, Telmo Correia, disse esperar que este seja um momento de viragem e "não haja hesitações em tomar medidas" por parte do Governo.

"Senhora ministra, boa sorte e que não lhe falte a coragem", desejou.

Recorde-se que o Parlamento discute as respostas do Governo para conter o surto de Covid-19, num debate de atualidade pedido pelo CDS-PP, um dia depois de o primeiro-ministro anunciar um pacote de medidas, que incluem a suspensão das aulas presenciais a partir de segunda-feira.

Este é o primeiro debate parlamentar exclusivamente sobre a pandemia do novo coronavírus, embora o debate quinzenal da semana passada tenha sido dominado pelo tema, tendo sido esse o assunto a que o chefe do executivo, António Costa, dedicou toda a sua intervenção inicial, e os líderes partidários a maioria das suas perguntas.

[Notícia atualizada às 12h22]

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