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Tribunal adia leitura do acórdão de empresário julgado por homicídio

O Tribunal de Vila Real adiou hoje, sem data marcada, a leitura do acórdão do julgamento de um empresário acusado de matar um homem e ter disparado contra mais quatro pessoas em torneio de cartas.

Tribunal adia leitura do acórdão de empresário julgado por homicídio

Fonte do tribunal explicou que o adiamento do acordão, que estava marcado para hoje, se deveu a uma alteração na acusação e que, agora, as partes um prazo para se manifestarem.

O homem de 48 anos estava acusado pelo Ministério Público (MP) de um crime de homicídio qualificado, de quatro tentativas de homicídio, ameaça agravada e ainda detenção de arma proibida, que ocorreram a 23 de dezembro de 2018, na aldeia de Tuizendes, freguesia de Torgueda, em Vila Real, durante um torneio de cartas.

No início do julgamento, a 24 de outubro de 2019, o arguido mostrou "profundo arrependimento" e pediu desculpa às vítimas e famílias.

O arguido, de Sabrosa, confessou os factos descritos na acusação do Ministério Público (MP) e explicou que não teve intenção de matar ninguém, mas de defender-se.

O empresário, em prisão preventiva, participava num torneio de sueca que se realizou na associação recreativa e cultural daquela localidade quando, segundo a acusação, "encetou uma discussão com outros jogadores por causa do barulho que faziam e da forma como jogavam".

O MP refere que o arguido saiu da associação e foi ao carro buscar um revólver e uma pistola semiautomática e regressou ao local "empunhando ao alto uma das armas".

Por sua vez, o empresário referiu que após sair do edifício foi ao carro, onde tinha as armas, e voltou para o local por estar "desnorteado" e para defender outros jogadores que estavam a ser ameaçados.

Após se envolver em confrontos com um dos outros jogadores, o empresário disse que conseguiu soltar-se e efetuou o primeiro disparo que atingiu o homem, de 50 anos, no abdómen, e que acabou por morrer no local.

Segundo a acusação, o empresário disparou também contra outro jogador, atingindo-o no abdómen e na anca, o qual, apesar de ferido, conseguiu descer as escadas para o rés-do-chão onde foi novamente ameaçado pelo arguido que, segundo o MP, só não disparou porque se apercebeu que a polícia já tinha sido chamada ao local e fugiu.

Antes de fugir, atingiu mais dois homens, quando estes tentavam fugir, e efetuou "pelo menos dois disparos" contra um quarto jogador, não o atingindo.

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