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"A imagem da Justiça tem uma mancha e essa mancha precisa ser apagada"

Manuela Ferreira Leite comentou, na noite desta quarta-feira, a Operação Lex.

"A imagem da Justiça tem uma mancha e essa mancha precisa ser apagada"

Manuela Ferreira Leite comentou, na noite desta quarta-feira, no seu espaço de comentário político semanal na TVI24, a Operação Lex e as suspeitas que recaem sobre o presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Orlando Nascimento, que apresentou a sua demissão na passada segunda-feira.

A ex-ministra das Finanças começou por recordar que "estamos ainda muito na base das suposições" e que, por isso,  "não podemos já retirar conclusões à cerca da matéria". 

Contudo, admitiu que "neste momento, a imagem da Justiça tem uma mancha e essa mancha precisa ser apagada. A mancha é provocada por várias coisas e ela precisa de ser apagada e com rapidez porque se alastra e depois é mais difícil eliminá-la".

"Temos de ter a noção de que a Justiça é não só um pilar da Democracia, como é uma coisa que está a dirimir uma contenda entre duas partes. Por isso, a balança e a venda. Se alguém foi beneficiado, o outro foi prejudicado. E é nesse aspeto que se põe aqui o aspeto gravíssimo da suspeita", relembra, adiantando que este "é realmente um caso seríssimo que se espera que seja esclarecido".

Apesar de, durante a sua intervenção, ter salientado várias vezes que ainda é cedo para tirar conclusões, Manuel Ferreira Leite reconhece que há no caso vários aspetos que "reforçam a ideia de suspeição" e entre eles estão o silêncio da ministra da Justiça e as palavras de António Costa.

"O facto de [Francisca Van Dunem] não se pronunciar leva-me a considerar que ela considera isto muito grave, porque se não já teria dito qualquer coisa. Se fica calada é porque não pode dizer nada por motivos institucionais, mas deve achar isto gravíssimo. Se não, já devia ter vindo dizer qualquer coisa [...]. O primeiro-ministro refugia-se sempre naquela frase 'à Justiça o que é da Justiça, à política o que é da política'. Mas isto não se trata de política", atirou.

Além disso, recorda a social-democrata, este caso só se soube "por acaso" e não devido a uma "fiscalização sistemática", "uma rotina que está imposta na análise de situações. Foi por acaso".

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