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"Não havia intenção de fazer um assassinato de caráter, continua a haver"

Advogado Miguel Fonseca explicou que, como advogado, deu "carta branca" ao ex-presidente do Sporting nesta sessão no Tribunal de Monsanto.

"Não havia intenção de fazer um assassinato de caráter, continua a haver"

O advogado de Bruno de Carvalho falou aos jornalistas no final da sessão desta sexta-feira no Tribunal de Monsanto, em Lisboa. Afirmou que o seu constituinte "esclareceu tudo aquilo que o tribunal queria ver esclarecido que, acima de tudo, isso é que é importante"

Miguel Fonseca explicou que, como advogado, deu "carta branca" ao ex-presidente do Sporting. "Presidente, é para responder para tudo o que o tribunal perguntar, tirar todas as dúvidas que o tribunal tiver", disse a Bruno de Carvalho, "porque uma das poucas vergonhas que houve até agora é destruírem a vida deste homem sem nunca lhe terem colocado nenhuma questão concreta"

Já quando questionado sobre quem esteve por detrás do ataque à Academia do Sporting, Miguel Fonseca referiu: "Confesso que já tive uma convicção muito forte de quem terá sido. Neste momento, não consigo ter, muito honestamente". 

"Interessava destruir alguém. (...) Não havia intenção de fazer um assassinato de caráter, continua a haver. Porque este homem vai ser absolvido e todos os dias enquanto houver financiamento, certa comunicação social vai continuar", concluiu Miguel Fonseca. 

Libertação de Mustafá

O advogado comentou também a saída em liberdade de Nuno Mendes, conhecido por Mustafá, líder da claque Juventude Leonina, detido preventivamente desde maio de 2019, no âmbito do processo, por alegado tráfico de droga, e também acusado da autoria moral de 97 crimes.

"Foi o desfazer de uma aberração jurídica que foi criada com aquele cidadão e que hoje foi desfeita, este homem não deveria ter sido privado da liberdade por uma única hora", afirmou.

Miguel Fonseca referiu que na invasão à academia, ocorrida em 15 de maio 2018, houve "autores materiais, porque os jogadores foram agredidos e não deviam ter sido", mas criticou a existência de supostos autores morais.

"Irem buscar autores é de doença mental, estamos no campo do delírio, quem procurou autores morais fez um aborto jurídico", disse, acrescentando: "Com a libertação desse homem [Mustafá] cai parte de uma farsa".

Recorde-se que o ex-presidente do Sporting foi, esta sexta-feira, ouvido em tribunal por causa do ataque à Academia do clube, em Alcochete.

Bruno de Carvalho, tal como o líder da claque Juve Leo, Mustafá, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, responde, como autor moral, por 40 crimes de ameaça gravada, por 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e por 38 crimes de sequestro (estes 97 crimes classificados como terrorismo, puníveis com pena de prisão de dois a 10 anos ou com as penas correspondentes a cada um dos crimes, agravadas em um terço nos seus limites mínimo e máximo, se estas forem iguais ou superiores).

Os restantes arguidos (41) são acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

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