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Tem de haver concertação para saber que presidente da Guiné-Bissau saudar

O ministro português dos Negócios Estrangeiros disse hoje que importa que "as instituições guineenses se concertem" para que se saiba que presidente da Guiné-Bissau se deve "saudar e reconhecer", acrescentando que a comunidade portuguesa neste país está "tranquila".

Tem de haver concertação para saber que presidente da Guiné-Bissau saudar

"Importa que as duas candidaturas aceitem os resultados eleitorais (...), importa também que as instituições da Guiné-Bissau se concertem, de forma a que nós possamos todos, quer na Guiné, quer fora da Guiné-Bissau, saber que presidente da Guiné-Bissau devemos saudar e reconhecer", salientou Augusto Santos Silva.

O chefe da diplomacia portuguesa falava aos jornalistas à margem da sessão de encerramento do ciclo de conferências "NATO aos 70: Passado e Futuro", em Lisboa.

Augusto Santos Silva adiantou que falou com o embaixador português em Bissau (capital), António José Alves de Carvalho, e que o diplomata reportou que "a cidade estava calma e a comunidade portuguesa estava tranquila".

O Estado português faz também um apelo para que seja mantida "a calma e a tranquilidade, o sangue-frio", para evitar "qualquer lógica de confrontação ou de violência", prosseguiu o chefe da diplomacia portuguesa.

Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor da segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau pela Comissão Nacional de Eleições, tomou hoje posse simbolicamente como presidente guineense e prometeu refundar o Estado através de promoção do patriotismo, competência, altruísmo e realizações que os cidadãos não veem após 47 anos da independência.

O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, defendeu que a posse simbólica de Umaro Sissoco Embaló como presidente do país "é uma atitude de guerra" e que o Governo não obedecerá a uma autoridade ilegítima.

Aristides Gomes falava aos jornalistas, no final de uma série de reuniões com os embaixadores e representantes de organismos internacionais sediados em Bissau, a quem explicou a posição do governo sobre a posse simbólica de Umaro Sissoco Embaló como Presidente guineense.

"Há uma afronta, mais do que uma afronta, um golpe de Estado", defendeu Aristides Gomes, quando instado a comentar a cerimónia de investidura simbólica de Sissoco Embaló.

A posse simbólica de Umaro Sissoco Embaló decorreu sem a presença da comunidade internacional, à exceção dos embaixadores da Gâmbia e do Senegal.

A seguir à cerimónia, Embaló, já com a faixa presidencial, seguiu, acompanhado pelo presidente cessante, José Mário Vaz, para o Palácio Presidencial, no centro de Bissau.

Já na presidência, foi feita uma nova cerimónia de transferência de poderes, após a qual o presidente cessante abandonou o Palácio Presidencial, onde milhares de apoiantes de Embaló festejaram.

O presidente do parlamento guineense, Cipriano Cassamá, que conforme a Constituição do país é quem concede a posse ao Presidente eleito, demarcou-se da cerimónia, estando a aguardar pela decisão do Supremo Tribunal de Justiça ao recurso interposto pelo candidato Domingos Simões Pereira, alegando irregularidades e fraude eleitoral.

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