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Governo preparar "operação de evacuação" em coordenação com vários países

O processo para fretar um avião para trazer os portugueses que vivem na cidade chinesa está a ser "definido em Bruxelas e em Pequim". Ainda não há, porém, uma data prevista para se concretizar a retirada dos cidadãos portugueses.

Governo preparar "operação de evacuação" em coordenação com vários países

O Governo está a tratar dos preparativos para retirar os portugueses que se encontram nesta altura em Wuhan, na China, a cidade onde teve origem o surto de coronavírus, que já matou 132 pessoas e infetou quase seis mil.

Contactado pelo Notícias ao Minuto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros esclareceu que “há 14 cidadãos nacionais inscritos na Embaixada de Portugal em Pequim como residentes em Wuhan” e que o número de portugueses que pediram apoio para sair da cidade é de 15.

À agência Lusa, uma fonte da Comissão Europeia referiu contudo, na tarde desta quarta-feira e após um ponto de situação feito pelo executivo comunitário com representantes dos Estados-membros, que o número de portugueses que manifestaram vontade de sair da China "é, ao todo, de 17". 

O MNE afirmou que estão a ser “definidos em Bruxelas e em Pequim, em sede de coordenação entre os Estados-membros da União Europeia, os preparativos para uma operação de evacuação coordenada entre vários países europeus”.

No entanto, sublinhou que “não é possível avançar uma data para a conclusão do processo” para obter autorização e para enviar um avião fretado para trazer os cidadãos portugueses que estão em Wuhan.

Em resposta às críticas que foram apontadas por um cidadão português que vive em Guangzhou, mas que tem estado a falar com portugueses que vivem em Wuhan, e que se queixou da quase nula comunicação da parte do Governo e da Embaixada de Portugal na China com os emigrantes no país, o Ministério assegurou que a “Embaixada de Portugal em Pequim manteve contacto permanente, desde o final da semana passada, com os cidadãos nacionais residentes em Wuhan”.

Numa primeira fase por via telefónica, posteriormente através da criação de um grupo de comunicação na plataforma We Chat. O contacto foi mais fácil com os cidadãos que se encontravam registados na Embaixada como residentes em Wuhan. E foi possível contactar com outros cidadãos que se encontravam temporariamente, em viagem, na cidade e outros cidadãos que se encontram em Wuhan e cuja informação de contacto foi fornecida à Embaixada de Portugal em Pequim através do Gabinete de Emergência Consular que se encontra em Lisboa”, fez notar o MNE.

Notícias ao MinutoO surto desta nova estirpe do coronavírus teve origem num mercado de animais em Wuhan© Getty Images

O Governo lembra ainda que foram "emitidos alertas e atualizados os Conselhos aos Viajantes referentes à República Popular da China e a outros países asiáticos, no Portal das Comunidades Portuguesas". 

O Governo português estudou inicialmente uma retirada via terrestre para Xangai, no leste da China, de onde os portugueses voariam para Portugal, mas a passagem por terra necessitaria das autorizações das províncias que separam Hubei de Xangai, o que levaria mais tempo e exigiria que os cidadãos portugueses fossem colocados sob quarentena num desses territórios antes de saírem da China.

UE ativou Mecanismo Europeu de Proteção Civil

Hoje, em conferência de imprensa em Bruxelas, o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, indicou que, "até ao momento, um total de quase 600 cidadãos da UE manifestaram o seu desejo em sair da China" em ações de repatriamento.

Sem precisar quantos cidadãos de cada país estão em causa, Janez Lenarcic disse apenas que se trata de nacionais da Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, Finlândia, França, Itália, Letónia, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia e Reino Unido.

Na terça-feira, foi anunciado que a UE vai enviar dois aviões, entre hoje e sexta-feira, à região chinesa de Wuhan que vão repatriar, devido ao coronavírus, 250 franceses e outros 100 cidadãos europeus que o solicitem, independentemente da nacionalidade.

Em causa está a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil após um pedido de França.

Até ao momento, nenhum outro Estado-membro pediu para ativar este mecanismo europeu, normalmente usado para desastres naturais.

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