Meteorologia

  • 21 FEVEREIRO 2020
Tempo
15º
MIN 10º MÁX 21º

Edição

"Pensei que ia morrer, foi um cenário de horror", relata Ruben Ribeiro

O futebolista Ruben Ribeiro, antigo jogador do Sporting, admitiu hoje em tribunal, ter tido a noção de que poderia ter morrido, durante a invasão à academia do clube, em Alcochete, em 15 de maio de 2018.

"Pensei que ia morrer, foi um cenário de horror", relata Ruben Ribeiro

"Sinceramente, pensei que ia morrer, foi um cenário de horror, estavam constantemente a dizer: 'vamos matar-vos'", disse o futebolista na 22.ª sessão do julgamento, que decorre no tribunal de Monsanto, em Lisboa.

O jogador, que após o ataque rescindiu unilateralmente com o clube num processo que ainda não está resolvido, afirmou ter temido também pela estabilidade da família: "Quando cheguei a casa e deparei-me com a minha esposa e os meus filhos a chorar, principalmente o mais velho".

Ruben Ribeiro, que se constituiu assistente no processo, explicou que no dia seguinte ao ataque, retirou os filhos do colégio e mandou a família para o Porto.

O médio, que foi ouvido por videoconferência a partir do tribunal de Matosinhos, afirmou inicialmente, quando questionado pela juíza, que alguns elementos do plantel terão dito aos restantes para não falarem com o então presidente Bruno de Carvalho, afirmação que não confirmou quanto interrogado pelo advogado Miguel Fonseca, defensor de Bruno de Carvalho.

"Depois do ataque, na sala de convívio o 'mister' [Jorge Jesus] ou o Rui Patrício, não me lembro qual, disseram para não falar com o presidente", disse, numa primeira versão, afirmando, mais tarde, que "ninguém disse isso".

Ruben Ribeiro explicou que "as cerca de 30 ou 40 pessoas" que entraram no balneário gritavam e insultavam os jogadores.

"Estavam a gritar, a dizer que nos iam matar. Chamavam-nos nomes e diziam: 'Vocês não merecem vestir a camisola' e ameaçavam que se não ganhássemos no domingo [final da Taça de Portugal] íamos ver o que nos acontecia"

O futebolista explicou que os invasores "dirigiram-se primeiro ao Acuña, que foi agredido com socos na zona da cabeça",

Ruben Ribeiro, que disse ter "levado um estalo", referiu ter visto os companheiros Misic e William Carvalho serem agredidos, e ainda ferimentos "na cabeça de Bas Dost e no lábio e num dos olhos de Jorge Jesus".

O futebolista, que depois de ter saído do Sporting esteve meses sem clube, referiu que quando iam a sair os agressores disseram: "vamos embora, vamos embora que isto deu para o torto".

O processo, que está a ser julgado no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Bruno de Carvalho, à data presidente do clube, 'Mustafá', líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e 'Mustafá' também por um crime de tráfico de estupefacientes.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório