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Vir ao Fórum Mundial do Holocausto "é um imperativo moral"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que chegou hoje a Israel para participar no 5.º Fórum Mundial do Holocausto, defendeu que a sua presença nesta cerimónia "é um imperativo moral, um imperativo ético".

Vir ao Fórum Mundial do Holocausto "é um imperativo moral"

Em declarações aos jornalistas, num hotel de Jerusalém, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que "não havia a vinda de um Presidente português a Israel desde o Presidente Mário Soares, há 25 anos".

Questionado sobre o significado desta sua visita, respondeu: "Em primeiro lugar, eu diria que a vinda para a cerimónia do Holocausto é um imperativo moral, é um imperativo ético. É, no fundo, afirmar o primado dos direitos humanos, do respeito da dignidade da pessoa".

"Portanto, Portugal não podia faltar e o Presidente da República Portuguesa tinha de estar cá", defendeu.

O 5.º Fórum Mundial do Holocausto, que irá assinalar o 75.º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz, conta com a participação de mais de 40 altos representantes políticos e terá discursos dos presidentes de Israel, da Rússia, Vladimir Putin, da França, Emmanuel Macron, e da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e do príncipe Carlos, em representação do Reino Unido, entre outros.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que esta ocasião vai juntar participantes "com sensibilidades, regimes, orientações muito diferentes, mas que querem dizer que a memória não prescreve e que só se pode construir o presente e o futuro na base da memória, isto é, da lição do passado".

Tendo como lema "Lembrando o Holocausto, combatendo o antissemitismo", o fórum vai realizar-se na quinta-feira no Yad Vashem, em Jerusalém, o instituto para o estudo e a preservação da memória das cerca de seis milhões de vítimas judaicas do genocídio nazi e das numerosas comunidades judaicas destruídas durante esse período na Europa.

Antes de prestar estas declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido pelo seu homólogo israelita, Reuven Rivlin, na residência oficial do Presidente do Estado de Israel em Jerusalém.

"Ele citou muito elogiosamente a posição portuguesa e as posições portuguesas, muito claras em relação a tudo o que é discriminação, racismo, xenofobia, intolerância, não aceitação do outro, incluindo, naturalmente, também o antissemitismo, incluindo todas as formas de discriminação, que são intoleráveis", relatou.

Reuven Rivlin também "citou a inclusão na sociedade portuguesa e o esforço de inclusão que é feito todos os dias", acrescentou.

O Presidente da República salientou que, desde o início do seu mandato, tem advertido para "o crescimento do que alguns chamam os populismos radicais, ideológica e doutrinária e confessionalmente radicais que, são discriminatórios".

"Criam novos tipos de xenofobia, de intolerância, de falta de diálogo, de discriminação, de exclusão - quando precisamente o grande desafio é a inclusão, dentro de cada Estado e no diálogo entre Estados. Portanto, este é um tema muito atual, muito atual no mundo, muito atual na Europa", considerou.

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