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Elementos da PSP e GNR lembram Governo que são "humanos e não robôs"

Os elementos da PSP e da GNR que hoje se concentraram em Lisboa lembram o Governo que são "seres humanos e não robôs" numa carta aberta entregue no Ministério das Finanças.

Elementos da PSP e GNR lembram Governo que são "humanos e não robôs"
Notícias ao Minuto

20:54 - 21/01/20 por Lusa

País protesto

Numa concentração realizada junto ao Ministério das Finanças e que reuniu cerca de uma centena de polícias, foram mostrados cartões vermelhos ao Governo e entregue uma carta endereçada a Mário Centeno para demonstrar a insatisfação e desmotivação, relembrando que há um conjunto de promessas feitas há quatro anos que continuam por resolver.

Os elementos da PSP e GNR queixam-se da falta de meios e efetivo, equipamentos e assistência na saúde, e exigem a criação de suplementos e subsídios, nomeadamente o de risco.

Organizadas por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), realizaram-se hoje concentrações em simultâneo em frente do estádio de Braga, onde decorre a 'Final Four' da Taça da Liga em futebol, junto do Ministério das Finanças, em Lisboa, e no jardim Manuel Bívar, em Faro.

O vice-presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP), Paulo Macedo, disse à Lusa que os problemas na PSP "não dependem só do Ministério da Administração Interna, mas também de autorização, no que diz respeito, a verbas do Ministério das Finanças".

Este sindicalista da PSP sustentou que na polícia "há muitos problemas por resolver", mas, neste momento, os "mais prioritários" são a criação do subsídio de risco e a média de idades, frisando que o estatuto profissional desta força policial "não está a ser cumprido relativamente à pré-aposentação".

Por sua vez, o vice-presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), José Miguel, afirmou à Lusa que os militares da GNR estão "desmotivados" devido à "falta de respeito por parte da tutela", que tem apresentado números "meramente políticos" e não "efetivos".

Numa altura em que estão a decorrer negociações com o Ministério da Administração Interna, Eduardo Cabrita, o dirigente da APG disse que não têm saído das reuniões "dados importantes".

"As negociações não se traduzem em resultados efetivos, continuamos com a desvalorização remuneratória, sem suplemento de risco e sem ter números exatos de entrada de efetivos para suprimir as saídas", frisou.

As concentrações de hoje dão início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas de serviço e uma greve de zelo.

A deputada do Bloco de Esquerda Sandra Cunha esteve presente no protesto em Lisboa e, em declarações à Lusa, referiu que o BE apresentou seis propostas no Orçamento do Estado para 2020 relativamente às forças e serviços de segurança, sendo a criação do subsídio de risco uma delas.

"É evidente e toda a gente reconhece que é uma profissão que acarreta riscos de vária ordem, por isso, não se compreende como até agora isso tem sido sistematicamente recusado", disse, avançando que outras das propostas está relacionada com a revisão das tabelas salariais para que a GNR e a PSP passem a ter uma equiparação nos salários.

Sandra Cunha sublinhou que espera que as várias propostas "consigam ter um desfecho positivo neste Orçamento do Estado".

Sem o apoio dos sindicatos, o Movimento Zero, um movimento social inorgânico criado em maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR e bastante visível na última manifestação de forças de segurança, em novembro de 2019, realizou hoje vigílias nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, mas com fraca adesão.

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