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Presidente de Coimbra acusa oposição de bloqueio ao desenvolvimento

O presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado (PS), acusou hoje os partidos da oposição de bloquearem o desenvolvimento da cidade ao chumbarem, na Assembleia Municipal, as Grandes Opções do Plano (GOP) e o Orçamento para 2020.

Presidente de Coimbra acusa oposição de bloqueio ao desenvolvimento
Notícias ao Minuto

20:43 - 27/12/19 por Lusa

País Coimbra

O documento, no montante de 150,8 milhões de euros, foi rejeitado com 26 votos contra - do PSD, CDS-PP, CDU, PPM, MPT e movimentos Somos Coimbra e Cidadãos por Coimbra - e 24 a favor, 23 da bancada socialista e um da CDU, registando-se ainda uma abstenção de um autarca do PSD.

"Não me curvarei perante quem usa o expediente de pau na roda artificiosamente, com o intento de bloquear Coimbra", disse o presidente do município aos jornalistas, salientando que a decisão bloqueia um investimento de 50 milhões de euros previsto no orçamento.

Manuel Machado salientou que foi eleito "para valorizar Coimbra com base num programa eleitoral sufragado pelo povo" e que não deixará que "bloqueiem a cidade de Coimbra, que merece mais".

O autarca sublinhou que "a partir de agora está bloqueado" m investimentos de 50 milhões, que "fazem falta e deviam começar já em coisas tão importantes, que se prendem com a descentralização de competências, como a área da educação e da saúde".

"Com esta deliberação, tomada de modo muito peculiar, não vai ser possível fazer porque os meios estão no orçamento", acrescentou Manuel Machado, recordando que a decisão da câmara em aceitar novas competências foi aprovada pela mesma Assembleia Municipal.

Para o presidente da Câmara de Coimbra, é "óbvio que há aqui uma força de bloqueio direta, um pau na roda, que é incoerente com decisões anteriores do mesmo órgão".

Segundo o autarca, com o chumbo dos documentos "regride tudo ao orçamento de 2019, que é o que decorre da lei".

"Na prática, esta decisão confirma que vigora o orçamento de 2019", frisou Manuel Machado que, sem revelar a sua atuação futura, disse que o executivo vai "analisar a situação e continuar a trabalhar", que é o seu dever.

Assinalando que a política não pode ser "negocismo", o presidente da câmara referiu que resolver o impasse "para agradar aos que querem bloquear Coimbra é impossível, porque não querem".

"É preciso muita paciência, pois das intervenções dos que são contra não ouvi uma única que tivesse um argumento fundamentado. Votaram contra porque sim", enfatizou.

Em outubro, os documentos tinham sido aprovados com o "voto de qualidade" do presidente da câmara, Manuel Machado, já que votaram a favor os cinco eleitos do PS e contra dois dos três vereadores social-democratas (eleitos no âmbito da coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT), os dois representantes do movimento Somos Coimbra (SC) e o vereador da CDU, enquanto a vereadora da bancada do PSD Paula Pêgo se absteve, situação que levou o partido a retirar-lhe a confiança política.

As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2020 dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra, no montante de 27 milhões de euros, foram aprovados com 31 votos a favor, 10 contra e 11 abstenções.

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