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Funchal. Comerciantes lamentam falta de animação fora das principais ruas

Os empresários do comércio lojista do Funchal, representados pela Associação Comercial de Industrial do Funchal (ACIF), lamentam a ausência de animação de Natal fora das principais ruas, considerando que prejudica estabelecimentos localizados noutras artérias "emblemáticas" da capital madeirense.

Funchal. Comerciantes lamentam falta de animação fora das principais ruas
Notícias ao Minuto

16:58 - 16/12/19 por Lusa

País Natal

"Da nossa parte, tudo faremos para pressionar o poder político - Câmara Municipal do Funchal e Governo Regional - no sentido de articular medidas para haver mais animação nessas ruas", disse à agência Lusa Gonçalo Pimenta, presidente da Mesa do Comércio Lojista da ACIF.

O responsável afirmou que, este Natal, a atividade se mantém ao mesmo nível do ano passado, com indicadores "positivos", embora persista o problema da dinamização da cidade, sempre focado no mesmo eixo: Placa Central (Avenida Arriaga, em frente à catedral), Rua do Aljube, Rua Fernão de Ornelas, Mercado dos Lavradores e Praça do Povo.

"A localização de uma loja é sempre importante, mas também a dinamização à volta dessa loja, com música, atividades, eventos", disse Gonçalo Pimenta, considerando que muitos estabelecimentos são sistematicamente penalizados por ficarem em artérias não abrangidas pelo programa oficial de festas, como Tanoeiros, Sabão, Queimada de Cima e Queimada de Baixo.

"Porventura, poderíamos melhorar a animação não apenas no centro, mas também nas periferias", sublinhou.

O presidente da Mesa do Comércio Lojista da ACIF refere, no entanto, que os indicadores da atividade no período de Natal são para já "positivos" e "praticamente idênticos" aos do ano passado, embora a semana que agora decorre seja a mais determinante para a avaliação final.

"Já fizemos um inquérito aos nossos associados e os indicadores são os mesmos", disse Gonçalo Pimenta, vincando que o comércio lojista - micro, pequenas e médias empresas - representa cerca de 60% do tecido empresarial da Região Autónoma da Madeira.

A expectativa dos comerciantes é que o número de vendas cresça nestes últimos dias antes do Natal, tradicionalmente marcados por uma grande azáfama no Funchal e em toda a região autónoma, mas também no período até ao fim do ano, que culmina com o espetáculo de fogo de artifício no Funchal, um dos maiores cartazes turísticos da Madeira.

"A taxa de desemprego na região autónoma baixou - passou para 6,9% - e isso é um indicador positivo. Ou seja, há mais pessoas com salário. Como tal, há uma maior probabilidade de compra no comércio da Madeira", disse Gonçalo Pimenta, reforçando que "de grão em grão" é possível construir "o otimismo nos consumidores".

Roupa, produtos de cosmética, perfumes, brinquedos, sapatos, tecnologias de informação são alguns dos artigos com maior vendagem no Natal, época em que o horário de funcionamento das lojas é alargado.

"Temos de manter as tradições, mas temos também de colocar cada vez mais novas tendências no mercado, para manter os consumidores nas lojas da cidade e não dentro dos grandes centros comerciais", disse Gonçalo Pimenta, vincando a importância de os lojistas melhorem a comunicação com o grande público, tirando proveito da sua característica mais relevante: a afetividade com o cliente.

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