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Movimento que defende GNR de Almeida aguarda "serenamente" audição

O Movimento por Almeida - Cidadania Digna e em Segurança, que reivindica melhores condições para o Posto Territorial da GNR local, vai aguardar "serenamente" pelo resultado da audiência de hoje na Assembleia da República (AR).

Movimento que defende GNR de Almeida aguarda "serenamente" audição
Notícias ao Minuto

20:01 - 12/12/19 por Lusa

País GNR

A Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da AR analisou hoje uma petição, com 1.437 assinaturas, e ouviu os representantes do movimento subscritor.

Aquele movimento é constituído por pessoas que estão preocupadas com o posto da GNR de Almeida, no distrito da Guarda, nomeadamente "com a qualidade de patrulhamento e proximidade que ele não consegue dar às populações da sua área de responsabilidade".

Carlos Pereira, um dos elementos do movimento de cidadãos que marcou presença na AR, disse à agência Lusa que na sessão "foi feita uma resenha daquilo que já estava vertido na petição".

"No essencial, houve uma troca de opiniões e de alegações e, no final, foi dito que o deputado Carlos Peixoto [o relator, que é eleito pelo círculo eleitoral da Guarda], iria transmitir às bancadas dos diversos grupos parlamentares, o que se tinha passado naquela reunião e que, mais tarde, os diversos grupos parlamentares decidiriam se vão tomar alguma iniciativa parlamentar ou não", explicou.

Segundo Carlos Pereira, o deputado Carlos Peixoto vai "elaborar um relatório circunstanciado" sobre a audição.

"Da nossa parte, estamos satisfeitos, na medida em que as nossas ideias e as nossas alegações foram ouvidas e têm repercussão num meio importante que é a AR. Agora, a decisão já não nos compete a nós. Nós fizemos o nosso trabalho até aqui. Vamos aguardar serenamente o que é que decorre desta nossa diligência", afirmou Carlos Pereira.

O responsável disse ainda à Lusa que o grupo de cidadãos de Almeida continuará a fazer "aquilo que é útil para que se resolva o problema do Posto da GNR" local, por considerar a reivindicação "justa", mas sem adiantar iniciativas concretas.

"Vamos transmitir ao resto dos membros [do movimento] e ponderar se faremos mais alguma iniciativa ou não", concluiu.

Como se lê no texto do abaixo-assinado que foi enviado em abril à AR, os subscritores temem que a redução do efetivo policial possa ser "para níveis tão críticos" que acelerem e contribuam, "cada vez mais, para que a passagem do Posto da GNR de Almeida a Posto de Atendimento Reduzido (estar aberto apenas das 08:00 às 16:00), se transforme numa inadequada e inquestionável realidade até, ou em, 2020".

O Movimento por Almeida - Cidadania Digna e em Segurança também realça a "preocupante situação da qualidade do patrulhamento, praticamente inexistente na área de responsabilidade do Posto de Almeida por incapacidade operacional, e que prejudica gravemente a qualidade de segurança da população de oito das 16 freguesias do concelho".

No documento é pedida "igualdade de tratamento" para o posto local da GNR e que seja "facultado e garantido o efetivo mínimo necessário e suficiente" de 18 a 20 militares "para desempenhar com dignidade a missão na sua área de responsabilidade".

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