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Alcochete: "É impossível estarem todos a dizer a verdade", diz advogado

Advogado de Bruno de Carvalho acusou, esta segunda-feira, o jogador Wendel de "demasiada falta de memória".

Alcochete: "É impossível estarem todos a dizer a verdade", diz advogado

"Há demasiadas testemunhas que têm de levar com processos-crime em cima", disse Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, à saída do tribunal de Monsanto em declaração aos jornalistas, no final do 10.º dia de julgamento das agressões em Alcochete. "Ou esteve um responsável de segurança no balneário naquele dia ou estas testemunhas todas que temos estado a ouvir têm de ir presas",  prosseguiu. 

Sublinhando que não pode "opinar", o advogado disse: "Tenho uma testemunha que é paga para ser responsável pela segurança que me diz que está num determinado sítio, sob juramento, quando está a acontecer determinado evento. As outras testemunhas todas que estiveram no mesmo sítio ninguém o viu". 

E, por isso, referiu: "Isto só pode ser objetivo. Não vou tirar nenhuma conclusão daqui. Objetivamente, as duas versões não podem ser verdade"

óbvio que a memória está sempre a pregar-nos rasteiras, mas todas exatamente em relação à mesma coisa é impossível", disse, afirmando que não há imagens de Ricardo Gonçalves no balneário, tendo sido essa a razão pela qual vários arguidos pediram a reconstituição do ataque. "Não há imagens do que aconteceu lá dentro", frisou. 

"É impossível estarem todos a dizer a verdade", insistiu, notando que "há um que tem uma versão" e "os outros todos têm uma versão contrária". 

"O meu constituinte não está pronunciado nem acusado por ter estado lá naquele dia. Essa certeza eu tenho. Quem esteve, quem não esteve, quem devia ter estado, sobre isso não me vou pronunciar", afirmou.  "Mantenho a fé que as pessoas na hora da verdade não mentem", declarou. 

Quanto à possibilidade de Bruno de Carvalho voltar a prestar esclarecimentos, o advogado adiantou que o ex-presidente do Sporting o fará quando a defesa considerar útil e necessário.  "Até agora achei de extrema de necessidade a presença dele quando veio aqui alguém depor sobre o funcionamento da Academia [Ricardo Gonçalves]. Por isso é que veio. Quando voltar a achar necessário, virá quando eu lhe sugerir", fez  saber. 

Instado a comentar o depoimento de Wendel, Miguel Carvalho disse: "Prefiro não qualificar a postura do Wendel (...) Demasiada falta de memória e a postura perante um órgão de soberania não foi normal", apontou. 

Recorde-se que decorreu esta segunda-feira a 10 ª sessão do julgamento do ataque à Academia no tribunal de Monsanto, em que os jogadores foram ouvidos por videoconferência. Mathieu contou que "nunca esquecerá" o medo que sentiu no ataque à Academia. Na mesma linha, Maximiano disse ter ficado "bloqueado e sem reação" quando tudo aconteceu. 

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