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PS espera que CGTP não se radicalize na sequência do seu congresso

O PS espera que a CGTP-IN não adote uma linha de radicalização contra o Governo na sequência do congresso de fevereiro próximo desta central sindical e salienta que a redistribuição de rendimentos vai "ampliar-se" nesta legislatura.

PS espera que CGTP não se radicalize na sequência do seu congresso

"Queremos estabelecer e aprofundar os canais de diálogo e de cooperação com a CGTP-IN. A estabilidade política e social são fatores essenciais para o crescimento da economia - e é a partir daqui que se pode promover a redistribuição de rendimentos, quer para os trabalhadores do setor público, quer do setor privado, mas sempre com equilíbrio financeiro", declarou à agência Lusa o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro.

José Luís Carneiro assumiu esta posição na sequência de uma reunião com uma delegação da corrente sindical socialista da CGTP-IN, na sede do PS, em Lisboa.

Segundo fonte do PS, a corrente sindical socialista da CGTP-IN teme que, na sequência do congresso de fevereiro, se assista a uma radicalização da nova direção da central sindical, defendendo antes a via do diálogo com o Governo para a resolução de problemas que transitaram da anterior legislatura.

Em matéria de medidas para os trabalhadores, o secretário-geral adjunto do PS estima que a despesa com pessoal da administração pública atinja no próximo ano 23,236 mil milhões de euros, o que representará um acréscimo na ordem dos três por cento.

"Transmiti a garantia de que, no decurso desta legislatura, o Governo prosseguirá uma política de consolidação e de alargamento dos rendimentos", referiu o "número dois" da direção dos socialistas.

Além da questão relativa ao aumento da despesa com pessoal da administração pública, o secretário-geral adjunto do PS defendeu que "o aumento na ordem dos 20 por cento do salário mínimo nacional - e que prosseguirá na presente legislatura - teve sobretudo um impacto direto assinalável na subida do índice do poder de compra dos cidadãos residentes em municípios com menores níveis de rendimentos".

"Municípios do Norte, interior Norte, interior Centro e Alentejo, tradicionalmente com indicadores de poder de compra mais baixos, apresentam agora maiores subidas do poder de compra", apontou, citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

José Luís Carneiro advogou ainda que, em virtude do aumento do consumo nesses concelhos do interior do país, se registou igualmente a criação de novos empregos nesses mesmos territórios.

"Por essa razão, digo que não é válida a ideia da CIP (Confederação da Indústria Portuguesa) de que o aumento do salário mínimo até aos 750 euros no final da legislatura possa vir a traduzir-se na perda de postos de trabalho", concluiu o ex-secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

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