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PAN quer reconverter trabalhadores das centrais de Sines e Pego

A líder parlamentar do PAN destacou hoje o combate à pobreza e a reconversão dos trabalhadores das centrais termoelétricas de Sines e Pego, previstas encerrar em breve, como prioridades para o Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

PAN quer reconverter trabalhadores das centrais de Sines e Pego
Notícias ao Minuto

14:20 - 03/12/19 por Lusa

País OE2020

Em entrevista à rádio Antena 1, Inês Sousa Real louvou ainda a ação da jovem ativista sueca Greta Thunberg, que hoje chegou a Lisboa, porque "tem o mérito de ter conseguido pôr na agenda pública e mediática internacional" as matérias das alterações climáticas.

"Temos tido várias reuniões, inclusive setoriais, no entanto temos uma visão diferente do programa do Governo e opções estratégicas para o OE2020. Vai depender daquilo que o Governo esteja ou não disposto a incluir no orçamento. Há matérias fundamentais como o combate à pobreza. O PAN tem-se batido para que haja um apoio de 7,5 milhões de euros para o "housing first" (habitação primeiro, em Inglês), alargando o programa a todo o país", afirmou.

A deputada do PAN fora questionada sobre as "linhas vermelhas" essenciais para o seu partido poder vir a votar favoravelmente à futura proposta do executivo minoritário do PS.

"Do ponto de vista climático, também há matérias que queremos ver vertidas no orçamento. Quando falamos no fecho das centrais [termoelétricas] de Pego e de Sines, é fundamental que se crie um programa de reconversão laboral para os trabalhadores que estão nestas fábricas. Esperamos que isso venha a estar vertido no orçamento", desejou.

Em relação à polémica com o regimento da Assembleia da República, nomeadamente as regras e tempos de intervenção dos deputados únicos de Chega, Iniciativa Liberal e Livre, Inês Sousa Real mostra abertura para alterações profundas pelo grupo de trabalho atualmente encarregue de rever aquele articulado.

"Aquilo que temos defendido desde o primeiro minuto é que é fundamental que este regimento se adapte à nova realidade. Só lamentamos que não tenha acontecido na legislatura passada, aquando da entrada do PAN. Não negamos de todo que (os deputados únicos) possam ter mais direitos do que aqueles que nos foram conferidos, desde que se ajuste à justa proporcionalidade e representação de cada partido", disse, admitindo a presença daqueles partidos na conferência de líderes do parlamento, "seja como observadores ou parte atuante".

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