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Jovem que esfaqueou colegas em escola permanece fechado

O Tribunal de Sintra determinou hoje que o jovem que esfaqueou quatro pessoas numa escola em Massamá vai continuar em regime fechado no centro educativo onde foi internado, em Coimbra, mas vai retomar as aulas.

Jovem que esfaqueou colegas em escola permanece fechado
Notícias ao Minuto

17:56 - 26/11/13 por Lusa

País Massamá

O jovem, indiciado por crimes de terrorismo e tentativa de homicídio, foi hoje ouvido no Tribunal de Menores de Sintra durante mais de sete horas e, segundo o seu advogado, Pedro Proença, o tribunal determinou que um professor irá acompanhar o menor, que pretende realizar os exames do 11º ano.

"A Direção Regional de Educação do Centro vai disponibilizar um professor para que o menor possa retomar as aulas. Ele tem tido um comportamento exemplar. Vai permanecer em regime fechado e as aulas vão ser lecionadas no estabelecimento", disse o advogado à agência Lusa.

Segundo Pedro Proença, apesar de ser sua intenção e dos pais solicitar ao juiz a transferência do menor para uma clínica privada, essa "ideia foi colocada de parte" porque "está a ser feito um trabalho muito positivo" de acompanhamento psicológico no centro educativo onde foi internado.

"Ele foi ouvido até à exaustão. Há sinais muito positivos, esteve mais solto, colaborador e comunicativo e reiterou a história [de que era vítima de 'bullying'], que era discriminado e gozado pelos colegas", afirmou o advogado.

O causídico adiantou que o jovem deverá ser ouvido novamente pelo tribunal em janeiro, mês em que perfazem os 90 dias após os crimes praticados na Escola Secundária Stuart de Carvalhais, em Massamá.

A 15 de outubro, o Tribunal de Família e Menores de Sintra ordenou o internamento compulsivo do menor numa instituição em Coimbra, para receber acompanhamento psiquiátrico.

No dia anterior, o jovem, com duas facas de cozinha e um 'spray' de gás pimenta na mochila, segundo a PSP, terá feito explodir um 'very light' num dos pavilhões da Escola Secundária Stuart Carvalhais, provocando a saída dos alunos das aulas e começando a esfaqueá-los.

Segundo informação policial, o jovem, de 15 anos, que acabou por esfaquear três colegas e uma funcionária, pretendia "imitar um massacre e matar, pelo menos, 60 pessoas", de acordo com uma folha A4 que se encontrava na mochila do menor quando este foi detido.

O suspeito referiu às autoridades que pretendia "imitar um massacre", dando como exemplo os casos do Instituto de Columbine e o da escola primária Sandy Hook (ambos nos Estados Unidos da América), e que o plano terminaria com a sua "fuga e suicídio".

Na ocasião, questionado pela agência Lusa sobre este alegado plano, o advogado do jovem afirmou que "é extremamente rebuscado e quase uma infantilidade acreditar que aquele esboço permitiria alguma vez concretizar uma espécie de massacre à semelhança do que aconteceu nos Estados Unidos".

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