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Cerca de cem famílias ocupam casas devolutas em Lisboa

Micaela e Ana são dois exemplos de mães que não viram outra alternativa perante a competitividade do mercado de habitação na capital.

Cerca de cem famílias ocupam casas devolutas em Lisboa

A competitividade do mercado de habitação em Lisboa levou a que mais de 100 famílias ocupassem casas devolutas na capital. São sobretudo mães solteiras e trabalhadores a receber o salário mínimo, denuncia a STOP Despejos.

Perante tal situação, duas mulheres deram o seu exemplo à TVI. Não tinham condições para pagar uma renda e por isso, mudaram-se com os filhos para casas abandonadas.

Micaela ocupou um apartamento na Alta de Lisboa. “Encontrei uma casa em frente a creche do meu filho, não sabia a tipologia, não sabia nada, apenas que a casa estava vazia […]. Entrei, vi a casa e tentei pôr uma fechadura”, revela acrescentando que, quando saiu do apartamento uma vizinha encontrou-se com ela e tentou expulsá-la.

Mas nem isso, nem as condições da casa intimidaram Micaela que não conseguia pagar uma renda com os 300 euros mensais que recebia. “A casa estava completamente destruída, não tinha casa de banho, não tinha cozinha […]. Nem portas tinha, não tinha nada, mas tinha paredes e um teto”, diz.

A história desta mãe repete-se com Ana. Sem trabalho e sem dinheiro para pagar a renda, foi despejada com as filhas da casa onde vivia. Entre ocupar uma casa devoluta e viver na rua nem pensou duas vezes em escolher a primeira opção.

“Sabia que estava a cometer um crime, mas foi o que me aconteceu. Estava desesperada para entrar dentro de uma casa e ter um lar para mim e para as minhas filhas”, conta Ana.

Durante muito tempo viveu com receio de ser descoberta pelas autoridades. E foi o que acabou por acontecer. Um dia a polícia bateu-lhe à porte e disse que tinha de desocupar a casa.

À TVI a Câmara Municipal de Lisboa garantiu que as pessoas nestes casos são notificadas para desocupar as casas e informadas da forma legal de acesso a uma habitação municipal. Contudo, a Stop Despejos afirma que a maior parte das ordens de despejo não dispõem de uma mediação da autarquia, mas sim da Polícia Municipal e dos “senhores das mudanças”.

Hoje Micaela vive com os dois filhos num apartamento com renda solidária. Já Ana arranjou um part-time, onde ganha 450 euros. Mal consegue pagar o apartamento onde vive por isso, admite, se não tiver outra opção, vai voltar a ocupar uma casa.

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