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Quercus defende Plano de Ação para a Conservação de Aves Necrófagas

A Quercus alertou hoje para a "necessidade urgente" de se aplicar no terreno o Plano de Ação para a Conservação de Aves Necrófagas aprovado pelo Governo, por causa da diminuição dos recursos alimentares disponíveis devido às regras sanitárias restritivas.

Quercus defende Plano de Ação para a Conservação de Aves Necrófagas
Notícias ao Minuto

11:30 - 27/11/19 por Lusa

País Natureza

Em comunicado enviado à agência Lusa, aquela associação ambientalista explica que devolveu pela segunda vez à natureza, no espaço de um ano e devido à falta de alimentação, um juvenil de Abutre-preto recuperado no Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco (CERAS).

"Este episódio vem reforçar a necessidade urgente de se aplicar no terreno as medidas, para favorecer a alimentação destas aves em meio natural, previstas no Plano de Ação para a Conservação das Aves Necrófagas (PACAN), aprovado pelo Governo através do despacho n.º 7148/2019, em agosto", lê-se na nota.

Os ambientalistas sublinham que a crise da BSE, vulgo "doença das vacas loucas", criou problema de escassez de alimento e adiantam que, nas últimas décadas, as regras sanitárias restritivas obrigaram a que as carcaças dos animais mortos sejam retiradas dos campos e eliminadas, o que levou à diminuição dos recursos alimentares disponíveis.

Os ambientalistas sublinham que o Abutre-preto foi encontrado no final do verão de 2019 na aldeia da Orca, concelho do Fundão.

"Passado cerca de um ano da sua libertação, foi possível saber através do transmissor - GPS colocado na ave que esta se encontrava novamente com problemas. O abutre encontrava-se novamente em má condição física com apenas seis quilogramas, quando deveria pesar cerca de oito", referem.

O Abutre-preto é a maior ave voadora da Europa, é uma ave gregária que esteve extinta como reprodutor em Portugal durante 40 anos, até alguns casais voltarem a nidificar na região do Tejo Internacional em 2010.

Atualmente, a região do PNTI conta com a maior colónia reprodutora da espécie em Portugal, com 25 casais.

Apesar da importância ecológica desta espécie necrófaga, são várias as ameaças que enfrenta, como o envenenamento, a colisão e eletrocussão em linhas elétricas, a redução da disponibilidade alimentar, a alteração do habitat e a ingestão de carcaças com resíduos de medicamentos, entre outras.

O seu estatuto de conservação no nosso país é de "Criticamente em Perigo", segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

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