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"A minha bebé estava morta dentro de mim. Isso faz-se com alguém?"

Thaynah Ferreira de Souza, grávida de 40 semanas, estava internada no Hospital de Aveiro e perdeu a filha, ainda no útero.

"A minha bebé estava morta dentro de mim. Isso faz-se com alguém?"

Thaynah Ferreira de Souza estava grávida de 40 semanas, com dores e fortes contrações, quando perdeu a filha, que morreu ainda no útero. A parturiente esteve internada durante três dias, em Aveiro, com problemas respiratórios, e no final desse período foi-lhe realizada uma ecografia que detetou a ausência de batimentos cardíacos do feto. Os pais acusam o Hospital Infante D. Pedro de falta de assistência.

Foi na passada quarta-feira que a jovem que reside em Águeda deu entrada na unidade hospitalar, com dores, contrações fortes e com uma crise de asma, como dá conta a TVI24. Num vídeo partilhado pela estação televisiva, a paciente, na cama do hospital, explica que "sentia dor", mas que "eles não ligaram", referindo-se aos profissionais de saúde.

A cesariana, que ia sendo protelada devido à asma de Thaynah, estava agendada para segunda-feira, dia 25 de novembro. Mas no sábado à noite, foi feita uma ecografia que viria a confirmar o óbito da menina. "A minha bebé estava morta dentro de mim. Isso faz-se com alguém?", questiona a paciente, visivelmente emocionada.

Em declarações à antena da estação de Queluz, Frederico Cerveira, diretor clínico do Hospital, alegou que "tentou salvar-se primeiro a vida da mãe". De acordo com o médico, Thaynah "entrou com patologia crítica, foram chamados os serviços precisos para dar apoio e foram feitas as terapêuticas adequadas para que ela pudesse, em data atempada, fazer uma cesariana ou uma intervenção. Entretanto, deu-se o desfecho, que não se contava".

Passaram-se cerca de 14 horas até que fosse realizada uma cesariana para retirar a menina já sem vida do útero da mãe. Este tempo de espera foi também justificado por Frederico Cerveira: "Isso deveu-se ao facto de a criança ter falecido à noite e ser mais seguro, até por uma questão dos elementos que estavam de urgência, que são sempre poucos".

Para além de apontar a falta de assistência ao Hospital, o pai da menina mostra-se indignado pela forma como o tema foi tratado. Em declarações à TVI24, explicou que foi chamado para ver a bebé e, "com a esperança de pai de que a filha tinha nascido viva", perguntou: "A minha filha morreu mesmo?". E a resposta que ouviu foi: "A sua filha estava morta ontem, quer que hoje esteja viva?".

O Hospital escusou-se, de acordo com a TVI24, a prestar mais esclarecimentos, aguardando os resultados da autópsia.

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