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Operação Marquês: Juiz Ivo Rosa quer ouvir primo de Sócrates

O juiz Ivo Rosa vai ouvir o primo de José Sócrates, José Paulo Pinto de Sousa, no início do próximo ano.

Operação Marquês: Juiz Ivo Rosa quer ouvir primo de Sócrates

O primo do antigo primeiro-ministro, José Sócrates, vai ser interrogado na fase de instrução pelo juiz Ivo Rosa no dia 21 de janeiro.

A informação está a ser avançada pela SIC Notícias que dá ainda conta de que José Paulo Pinto de Sousa será o último arguido da operação Marquês a ser interrogado.

José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, empresário em Angola e um dos arguidos da Operação Marquês, está acusado de dois crimes de branqueamento de capitais. E, contou recentemente o semanário Expresso, passou a ser desde 16 de outubro de 2018, o proprietário do imóvel na Ericeira, onde vive atualmente José Sócrates,  através de "uma dação em pagamento, num formato que não implicou qualquer transferência de dinheiro”.

Confrontado à data com esta questão, José Sócrates disse que a decisão de se mudar para a Ericeira só a ele e ao primo diz respeito, apontando o dedo aos jornalistas que querem “fazer devassa” da sua privada.

Avança ainda a SIC Notícias que o Grupo Lena pediu para ser ouvido na sequência do interrogatório a José Sócrates. Neste sentido, o representante da empresa será inquirido pelo juiz Ivo Rosa a 23 de janeiro do próximo ano.

Refira-se que a fase de instrução, que é facultativa e funciona como um mecanismo de controlo jurisdicional da acusação do Ministério Público, conclui-se com a decisão do juiz de levar ou não a julgamento os arguidos e os termos em que isso acontece.

O juiz Ivo Rosa deu início à instrução no final de janeiro e pretende concluí-la um ano depois. Aliás, o debate instrutório está marcado para os dias 27, 28, 29, 30 e 31 de janeiro. Resta saber se perante estes últimos interrogatórios estas datas vão (ou não) sofrer alterações.

O último arguido a ser ouvido foi José Sócrates, que esteve preso preventivamente durante dez meses e depois 42 dias em prisão domiciliária, está acusado de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.

Entre outros pontos, a acusação sustenta que o antigo primeiro-ministro recebeu cerca de 34 milhões de euros, entre 2006 e 2015, a troco de favorecimentos a interesses do ex-banqueiro Ricardo Salgado no Grupo Espírito Santo e para garantir a concessão de financiamento da Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento Vale do Lobo, no Algarve, e ter acordado com o seu amigo Carlos Santos Silva negócios para favorecer empresas do grupo Lena através de obras do projeto Parque Escolar.

No final de 2006, segundo a acusação, Carlos Santos Silva e Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena, aceitaram integrar o esquema financeiro para ocultar a origem e a propriedade dos fundos de Sócrates, tendo concordado em abrir contas para a passagem de fundos, junto do banco suíço UBS.

A Operação Marquês teve início a 19 de julho de 2013 e culminou na acusação a 28 arguidos - 19 pessoas e nove empresas - a 11 de outubro de 2017 pela prática de 188 de crimes económico-financeiros.

[Notícia atualizada às 19h59]

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