Meteorologia

  • 06 DEZEMBRO 2019
Tempo
12º
MIN 10º MÁX 17º

Edição

André Ventura fez "aproveitamento político" de manifestação, diz APG/GNR

O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) considerou hoje "um aproveitamento político" o deputado do Chega, André Ventura, ter usado o palco e um megafone da organização da manifestação de polícias para fazer um discurso.

André Ventura fez "aproveitamento político" de manifestação, diz APG/GNR
Notícias ao Minuto

20:15 - 21/11/19 por Lusa

País GNR

Mais de 13 mil elementos da PSP e militares da GNR manifestaram-se em Lisboa, junto ao Parlamento, para exigir que o Governo cumpra as promessas e atenda às suas reivindicações de melhorias salariais e profissionais.

Vários outros políticos foram cumprimentar os manifestantes em frente à Assembleia da República e prestar declarações à comunicação social, mas André Ventura foi mais longe e subiu ao palco improvisado numa camioneta e usou o megafone da organização do protesto para fazer um discurso para a multidão.

Contudo, César Nogueira, líder da APG/GNR, discordou da postura do deputado, apesar de admitir um empolgamento devido à quantidade de pessoas envolvidas no processo.

"Percebo que o empolgar de alguns apoiantes do André Ventura que o levasse a fazer esse discurso, não o devia ter feito porque nós somos polícias, somos apartidários, muitos até não concordam com as ideologias do Chega e por isso não o deveria ter feito", disse à agência Lusa.

O dirigente associativo afirmou que André Ventura deveria ter feito o que fizeram outros deputados que vieram cumprimentar os manifestantes, "mas não mais nada do que isso".

"Nós queremos os discursos, as intervenções e as iniciativas dentro parlamento, não nas nossas manifestações porque isso é um aproveitamento político e não queremos ser conotados com partido algum, somos de todos e de nenhum partido", declarou.

Questionado pela Lusa, César Nogueira admitiu que Ventura possa não o ter feito de propósito, que possa ter sido por um empolgar de momento de alguns manifestantes que o queriam ouvir falar.

"O que é certo é que como deputado deveria perceber que nós polícias somos apartidários e queremos que a manifestação tenha o foco das nossas revindicações. Tudo isso é que nos importa, tudo o resto é desviar a atenção daquilo que pretendemos", sublinhou.

Quanto à ameaça de uma nova greve a 21 de janeiro caso o Governo não resolva as reivindicações da classe, o dirigente da APG/GNR afirmou que o protesto só acorrerá se o Governo não contemplar no Orçamento do Estado para 2020 verbas para responder às exigências dos elementos das forças de segurança.

"Caso não vejamos contemplado no Orçamento do Estado para 2020 o montante para solucionar parte das reivindicações teremos que vir fazer outra manifestação no dia 21 de janeiro para mostrar novamente esse descontentamento, porque estamos fartos de promessas", explicou.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório