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Símbolo associado à supremacia branca no protesto da PSP e GNR?

Protesto por melhores condições salariais e profissionais para as forças de segurança terminou esta quinta-feira numa concentração em frente à Assembleia da República, em Lisboa.

As fotografias a denunciar o gesto começaram por surgir nas redes sociais mas são facilmente identificáveis nas imagens das agências noticiosas que estiveram, esta quinta-feira, na manifestação conjunta de elementos da PSP e militares da GNR, em Lisboa.

Trata-se de um símbolo feito com os dedos, na forma de um "OK", que nos últimos anos tem sido associado à supremacia branca e identificado em indivíduos ligados a grupos neonazis ou partidos de extrema-direita.

A Liga Antidifamação (ADL) norte-americana, que monitoriza demonstrações e crimes de ódio, chamou recentemente a atenção para o uso deste símbolo, classificando-o como um símbolo de ódio. Os três dedos esticados formam, alegadamente, a letra "W" ("white", ou seja, branco) e o polegar unido ao indicador fechado forma a letra "P" ("power", ou seja, poder).

Entre os utilizadores mais polémicos deste gesto estão o autor do massacre em Christchurch, na Nova Zelândia, onde foram mortas 51 pessoas, em março deste ano, e a líder do partido de extrema-direita francês União Nacional ('Rassemblement National', antigamente Frente Nacional), Marine Le Pen.

"Nunca ouvi falar do significado paralelo deste gesto trivial", disse Marine Le Pen, citada pela BBC, quando questionada sobre a associação do símbolo à supremacia branca.

A subtileza da escolha deste gesto é, precisamente, poder ser usado apenas como um símbolo de 'Ok' ou de 'Zero', conforme é defendido pelo Movimento Zero. A sua identificação em ambiente de extrema-direita e neonazi é, porém, frequente.

A organização da manifestação conjunta de elementos da PSP e militares da GNR calcula em cerca de 13 mil o número de participantes no protesto por melhores condições salariais e profissionais. As forças de autoridades adiantaram que será realizada uma nova concentração de protesto a 21 de janeiro caso o Governo, através do Ministério da Administração Interna, não solucione as reivindicações da classe.

O protesto começou às 13h00 no Marquês de Pombal, em Lisboa, seguido de um desfile pelas ruas Braancamp, Alexandre Herculano, Largo do Rato e São Bento, para uma concentração em frente à Assembleia da República, rodeada de um forte dispositivo policial.

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