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Centro para a Defesa do Atlântico lançado hoje nos Açores

João Gomes Cravinho explicou esta manhã, na RTP, quais são os principais objetivos desta infraestrutura.

Centro para a Defesa do Atlântico lançado hoje nos Açores

O Centro para a Defesa do Atlântico (CeDA), localizado na vila das Lajes, na ilha da Terceira, nos Açores, vai ser lançado esta quinta-feira, apesar da infraestrutura só estar consolidada daqui a um ano.

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, esteve nos estúdios da RTP, na manhã de hoje, para explicar quais são os principais objetivos deste centro.

“Este centro tem, essencialmente, o objetivo de contribuir para a segurança marítima no Atlântico. O que nós verificamos é que o Atlântico hoje ganha novas dimensões, seja do ponto de vista do comércio, seja devido aos cabos submarinos de comunicação, que governam tanta coisa na nossa vida, e que passam por baixo do Atlântico. Portanto, a segurança marítima tem novas características e a insegurança também”, começou por dizer o governante. 

“Aquilo que nós pretendemos com o centro é criar condições para que os países do Atlântico, do Norte ao Sul e do Este ao Oeste, se juntem em torno de um objetivo comum que é garantir a segurança do Atlântico”, acrescentou.

Sobre os perigos reais, o ministro da Defesa admitiu que eles são “reais e presentes”. “Nós temos, por exemplo, no Golfo da Guiné um surto de pirataria. Este ano de 2019 mais de metade dos incidentes de pirataria a nível mundial aconteceram no Golfo da Guiné e temos bastante comércio português que passa por lá”, explicou.

Já hoje, revelou João Gomes Cravinho, vão estar no centro, 15 países representados, com 30 peritos estrangeiros a participar nos trabalhos para “ajudar a formatar o centro, a identificar as grandes missões do centro em termos das áreas de formação que são necessárias para corresponder aos objetivos”.

Com este lançamento, fica assim criado um centro que pode ser utilizado, por exemplo, pelas Nações Unidas, pela União Europeia, pela União Africana, pela NATO, por qualquer organização que esteja em condições de contribuir para a segurança marítima no Atlântico.

A escolha para localizar o centro nos Açores não é mero acaso. “Nos temos a sorte de ter uma localização geoestratégica de enorme importância, temos também algumas infraestruturas hoje menos utilizadas no passado e, portanto, temos condições ótimas nos Açores para localizar este centro”, concluiu o ministro.

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