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José Mário Branco foi um "músico inspiradíssimo que manteve a juventude"

O pianista e compositor Mário Laginha disse hoje sentir "profunda tristeza" com a morte de José Mário Branco, "um músico inspiradíssimo que manteve sempre a juventude" ao longo da carreira.

José Mário Branco foi um "músico inspiradíssimo que manteve a juventude"
Notícias ao Minuto

14:28 - 19/11/19 por Lusa

Cultura Mário Laginha

com profunda tristeza e uma sensação de perda para a música portuguesa que recebi esta notícia", disse o músico, contactado pela agência Lusa.

Nascido no Porto, em maio de 1942, José Mário Branco é considerado um dos mais importantes autores e renovadores da música portuguesa, a partir do final dos anos de 1960 e em particular do período imediatamente anterior à Revolução de Abril de 1974, cujo trabalho se estende também ao cinema, ao teatro e à ação cultural.

A morte do músico durante a noite, aos 77 anos, foi hoje confirmada à agência Lusa pelo manager, Paulo Salgado.

"É um dos expoentes máximos da música de intervenção, e tudo o que ele fez foi bom. Sempre que ele punha a mão [num projeto] - não só como compositor, mas também como arranjador e produtor - havia a certeza que iria ser alguma coisa boa e bem feita", comentou Mário Laginha, acrescentando que Branco "manteve sempre uma enorme juventude do ponto de vista musical", ao longo da carreira.

Mário Laginha, que acompanha Camané no seu último álbum, lançado em novembro, 'Aqui Está-se Sossegado', salientou o trabalho que José Mário Branco fez com o fadista, em produção e arranjos de vários fados.

"O Camané é um bom exemplo de alguém que o José Mário Branco compreendeu e explorou as potencialidades, mas sempre encontrando um equilíbrio em relação ao repertório, para além das grandes canções que escreveu para o fadista", recordou.

Para Laginha, "foi um músico inspiradíssimo": "Tenho canções que me acompanharam na adolescência e ainda hoje me lembro delas", tal como muitas pessoas de várias gerações.

José Mário Branco foi fundador do Grupo de Ação Cultural (GAC), fez parte da companhia de teatro A Comuna, fundou o Teatro do Mundo, a União Portuguesa de Artistas e Variedades e colaborou na produção musical de outros artistas, nomeadamente Camané, Amélia Muge, Samuel e Nathalie.

Em 2018, José Mário Branco cumpriu meio século de carreira, tendo editado um duplo álbum com inéditos e raridades, gravados entre 1967 e 1999.

A edição sucede à reedição, no ano anterior, de sete álbuns de originais e de um ao vivo, de um período que vai de 1971 e 2004.

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