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Testemunho de uma filha de sem-abrigo. "A minha mãe nunca me pôs no lixo"

Mulher faz relato anónimo de experiência emocionante como filha de uma sem-abrigo.

Testemunho de uma filha de sem-abrigo. "A minha mãe nunca me pôs no lixo"
Notícias ao Minuto

12:49 - 18/11/19 por Notícias Ao Minuto 

País Bebé no lixo

O caso do bebé abandonado, nas primeiras horas de vida, num ecoponto próximo da estação de Santa Apolónia, em Lisboa, já fez correr muita tinta. Hoje sabe-se que mãe é uma jovem de 22 anos, sem-abrigo, e de nacionalidade cabo-verdiana que, entretanto, foi detida e aguarda julgamento em prisão preventiva pelo crime de homicídio na forma tentada.

Apesar de ter abandonado o filho num caixote do lixo, muitos são os que defendem Sara Furtado devido à sua tenra idade e às condições em que vivia.

Mas outros há que criticam a sua atitude. Uma mulher decidiu contar a sua história de vida, no grupo de FacebookAs Mães de Cabelo em Pé’.

Um testemunho anónimo e emocionante. A mulher revela que viveu durante os primeiros dois anos de vida na rua com a mãe sem-abrigo.

“Quando me dizem para não julgar, nem apontar o dedo aquela que abandonou o bebé no lixo não sou capaz de não o fazer. E sabem porquê? Porque eu fui filha de uma sem-abrigo. Durante dois anos, andei na rua com a minha mãe, a dormir em escadas debaixo da ponte, onde calhasse e em momento algum a minha mãe tentou matar-me ou pôr no lixo”, começa por contar a mulher, sob anonimato.

Neste sentido, prossegue, "como é que eu posso entender alguém que sabia que estava grávida, porque tinha namorado e um dos sem-abrigo até a alertou sobre este facto, e ainda tem a esperteza de mentir ao dizer que tem problemas intestinais? Como é que posso compreender alguém que depois do nascimento do filho ainda fica indecisa se afoga o filho ou o deixa ser triturado vivo?”, questiona.

Tal como outros internautas, a mulher que dá este testemunho anónimo não consegue perceber como é que durante nove meses, Sara Furtado não pensou numa alternativa, “não conseguiu dar um rumo à sua vida, não pensou em colocar o bebé à porta de um café, de uma igreja, em infinitos sítios”.

“Por isso não consigo entender como se pode fazer tanto mal a quem não pediu para nascer! E sim, condeno e aponto o dedo porque, como já disse, fui filha de uma sem-abrigo que, apesar de todas e mais algumas dificuldades, cuidou de mim e amou”, conclui.

O grupo do Facebook ‘As Mães de Cabelo em Pé’ tem mais de 12 mil membros e conta com uma média de 120 publicações diárias. O grupo "destina-se a mães que queiram tirar as suas dúvidas, ajudar outras mães" e nele só podem entrar mulheres.

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