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PJ investigou 2.206 casos de violência sexual contra crianças só este ano

Em 2019, registou-se ainda um aumento significativo de crimes sexuais contra crianças e jovens no espaço digital.

PJ investigou 2.206 casos de violência sexual contra crianças só este ano

Esta segunda-feira, dia 18 de novembro, comemora-se o Dia Europeu sobre a Proteção de Crianças contra a Exploração Sexual e para assinalar a data a Polícia Judiciária (PJ) divulgou vários dados sobre este tipo de crimes.

Nos últimos anos, de 2016 a 2018, foram atribuídas anualmente à PJ para investigação mais de dois mil casos por ano, distribuídos por tipologias criminais qualificáveis como abuso sexual de crianças, abuso sexual de dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais, atos sexuais com adolescentes, lenocínio de menores, pornografia de menores, recurso à prostituição de menores e violação contra crianças e jovens.

Só em 2019, até 31 de outubro, a PJ já foi chamada a investigar 2.206 situações e deteve 207 pessoas.

Neste tipo de crimes, a PJ explica que verifica-se a prevalência da relação de proximidade, entre vítima e agressor. Uma prevalência de natureza familiar, educacional, assistencial ou geográfica que representa 65% dos casos investigados.

Os agressores sexuais identificados são maioritariamente do sexo masculino (97%) e as vítimas são maioritariamente do sexo feminino (90%)

Durante o decorrente ano, a PJ verificou ainda um aumento significativo de crimes sexuais contra crianças e jovens no espaço digital.

Perante tais factos, a PJ desenvolveu um conjunto de iniciativas, em colaboração e supervisão da EUROPOL, para combater este tipo de crimes.

Entres as iniciativas a PJ destaca a campanha contra a coação e extorsão sexual online ‘Say No’, que procura alertar crianças e jovens para os perigos da internet, o ‘Police2peer’, que “inunda a rede” com avisos e advertências de que o download de material ilícito é crime, o ‘Stop Child Abuse – Trace an object’, onde se pede a colaboração da população para identificar determinado objeto, e ainda a ‘Victims Identification Taskforce’ - encontros organizados por diversos países onde as autoridades analisam imagens de exploração e abuso sexual, com o intuito de identificar e proteger vítimas.

Além disso, a PJ tem também desenvolvido, a nível nacional, um conjunto de ações de sensibilização, no âmbito da prevenção de comportamentos de risco online e da promoção do uso saudável e racional das redes sociais.

Recorde-se que, no sábado, a Lusa divulgou que os dados estatísticos do Ministério da Justiça mostram que nos últimos três anos, entre 2016 e 2018, foram registados 2.752 crimes de abuso sexual de menores pelas autoridades policiais portuguesas, tendo havido mais de 5 mil processos que deram entrada na Polícia Judiciária.

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