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Jovem muçulmana impedida de jogar por se recusar a mostrar os braços

Clube de Basquetebol de Tavira pondera avançar para uma manifestação pública de repúdio da situação. Por seu turno, a Federação Portuguesa de Basquetebol nega que a jovem tenha sido impedida de jogar.

Jovem muçulmana impedida de jogar por se recusar a mostrar os braços

Uma adolescente muçulmana de 13 anos terá sido impedida de jogar uma partida de basquetebol, este domingo, por estar a usar uma camisola que lhe tapava os braços.

Fatima Habid, natural do Paquistão, ainda sugeriu arregaçar as mangas, mas a sugestão não foi aceite e a jovem acabou mesmo por não ser autorizada a jogar na partida que opunha o Clube de Basquetebol de Tavira ao Imortal Basket Clube, no Algarve, conta o Jornal de Notícias (JN) esta quarta-feira.

Os regulamentos da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), sublinhe-se, preveem expressamente a possibilidade de os jogadores muçulmanos cobrirem parte da cabeça e do corpo. Apesar disso, a equipa de arbitragem mandou Fatima sair de campo. Uma ação que contraria as regras da FIBA.

Há cerca de dois anos e meio foi feita uma adenda ao regulamento para permitir o uso de acessórios como o lenço islâmico ou hijab desde que estes não tapem "inteiramente ou parcialmente qualquer parte da cara".

As regras permitem igualmente "mangas de compressão para os braços, desde que pretas, brancas ou da cor dominante da camisola da equipa, mas de uma só cor para todos os jogadores da equipa". 

O treinador do Clube de Basquetebol de Tavira aponta como hipótese para o comportamento da equipa de arbitragem a presença de um observador na mesa de oficiais, situação que terá causado pressão adicional. Até porque, refere André Pacheco, os mesmos árbitros não se opuseram à indumentária de Fatima noutros jogos.

O responsável pela equipa adiantou ainda, em declarações ao JN, que o clube está a pensar em organizar uma manifestação, no próximo jogo, a repudiar o sucedido. Por seu turno, a Federação Portuguesa de Basquetebol, nega que a jovem tenha sido impedida de jogar.

"Apenas lhe foi dito que tinha que se apresentar com o equipamento adequado, o que não aconteceu. A jogadora tinha um lenço pendurado na cabeça que lhe tapava o número da camisola nas costas e uma t-shirt por baixo do equipamento. Não tinha mangas de compressão nos braços, mas uma camisola que as outras jogadoras também não estavam autorizadas a usar", defendeu o presidente do Conselho de arbitragem, António José Coelho.

Ao Notícias ao Minuto, a Federação remeteu esclarecimentos para um comunicado a publicar durante a tarde no site oficial.

O caso começa a originar reações políticas. A socialista Isabel Moreira afirmou na sua página de Facebook. "Que absurdo. Que falta de bom senso. E não, não se trata de libertar as mulheres (à força, no caso )". 

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