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Advogado de homicida de mulher. "Vou tentar provar que andava com outros"

O homem suspeito de ter matado uma mulher, em Moimenta da Beira, em janeiro, mostrou-se hoje arrependido no Tribunal, no início do julgamento no qual é acusado de homicídio qualificado. Advogado do bombeiro de profissão diz que vai tentar provar que "ação foi de legítima defesa, ainda que eventualmente excessiva".

Advogado de homicida de mulher. "Vou tentar provar que andava com outros"

"Sei que a agredi, mas não me perguntem onde foi que a agredi e quero pedir perdão à família da Marina, à minha, aos meus amigos, aos amigos dela, à sociedade e a todos os que me viram nascer e crescer", disse.

O caso remonta a janeiro, quando foi dado conhecimento à GNR de que "uma mulher de 25 anos estava morta no interior de casa".

Em tribunal, o arguido, bombeiro de profissão, contou como conheceu a vítima, quando se envolveram, quando ela lhe contou que estava grávida dele e o que levou à discussão na madrugada de 31 de janeiro de 2019, após a vítima chegar a casa do trabalho.

"Ela disse que já tinha a solução para o problema e fui lá a casa saber qual era. E ela disse: é simples, dás-me 30 mil euros e acabo com o teu problema e ninguém tem mais problemas. Eu disse-lhe que não pagava, nunca iria pagar e ela levantou-se, andou bastante nervosa para trás e para a frente na cozinha e de repente, pelas minhas costas, agrediu-me com uma faca na minha mão direita", lembrou.

Dos factos seguintes o arguido contou que só se lembra "dela caída no chão" e que foi "buscar um pano para pôr à volta da ferida na mão".

Seguiu depois para o quartel dos bombeiros de Moimenta da Beira, onde estava de serviço e que dista 115 metros da casa onde decorreram os factos.

Em tribunal, o advogado de defesa alegou que ia "tentar provar que a vítima não estava grávida e que sabia que não estava grávida" e que o arguido "tem um corte com direções e profundidade bem definidas" na mão direita e que "foi feito com a mesma faca com que a falecida veio a ser atingida".

"Vou tentar provar em tribunal que a falecida andava com outros homens e o arguido sustenta que a sua ação foi de legítima defesa, ainda que eventualmente excessiva", alegou o advogado de defesa.

No decorrer da manhã foi ainda ouvido um antigo companheiro da vítima, emigrante na Suíça, e constituído assistente, um agente da Guarda Nacional Republicana, que esteve no local, uma amiga da vítima, que a deixou em casa nessa noite, e a irmã que a encontrou no chão da cozinha pela manhã e chamou a GNR.

A sessão continua da parte da tarde, novamente com o testemunho da irmã.

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